Damares protocolou pedido ao STF para realizar vistoria na sala da Superintendência da Polícia Federal, com foco em verificar condições estruturais, sanitárias e assistenciais onde Bolsonaro está custodiado
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para vistoriar a sala da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde Jair Bolsonaro está preso desde novembro de 2025.
A iniciativa foi motivada por uma queda recente do ex-presidente, que bateu a cabeça e passou a apresentar sintomas que levantaram preocupação sobre seu estado de saúde.
A ação, segundo a senadora, tem caráter institucional e busca avaliar condições de custódia, sem interferir nas atribuições da Polícia Federal ou do Judiciário, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.
Pedido ao STF e argumentos da senadora
No requerimento enviado ao STF, Damares sustenta que a vistoria é uma atividade da Comissão de Direitos Humanos, presidida por ela, e pretende checar as condições estruturais, sanitárias e assistenciais do local onde Bolsonaro cumpre pena.
A senadora afirmou, no documento, que “Trata-se, exclusivamente, do exercício legítimo da função fiscalizatória e institucional do Senado Federal”. Ela citou ainda como precedente a vistoria feita por parlamentares durante a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Polícia Federal de Curitiba, em 2018.
Damares informou também que a comissão está aberta ao diálogo com a Polícia Federal para definir uma agenda compatível com os protocolos de segurança, buscando evitar conflitos institucionais e assegurar o acompanhamento das condições de custódia.
Queda, sintomas e situação médica de Bolsonaro
Médicos que acompanham Jair Bolsonaro informaram que ele sofreu um “traumatismo craniano leve” após a queda no começo desta semana. A equipe médica relatou que o ex-presidente apresentou tonturas, desequilíbrio e oscilações de memória.
A principal hipótese levantada pelos médicos é uma possível interação entre medicamentos usados após cirurgias de hérnia e o tratamento recente para crises de soluços, segundo as informações disponibilizadas pela equipe que o assiste.
Contexto da prisão e situação jurídica
Bolsonaro está preso desde o dia 22 de novembro de 2025, após a Polícia Federal apontar risco de fuga e tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, quando ele já estava em prisão domiciliar rigorosa.
A detenção preventiva foi convertida em execução penal por Moraes para cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por supostamente liderar uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Com a solicitação ao STF para a vistoria sala da PF onde Bolsonaro está preso, a senadora busca garantir acompanhamento institucional sobre as condições do local, destacando a idade do ex-presidente e as recentes intervenções cirúrgicas como motivos para atenção redobrada.