A ADPF afirma que a interferência do STF no caso Master se deu pela nomeação de peritos e imposição de prazos, enquanto o FGC recebeu 369 mil pedidos e deve iniciar pagamentos
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, ADPF, reagiu às decisões do Supremo Tribunal Federal no inquérito que envolve o Banco Master, ao qual atribui medidas que comprometem o trabalho policial.
A entidade criticou a nomeação específica de peritos e a fixação de prazos que considera incompatíveis com operações complexas, e ressaltou a gravidade desse tipo de intervenção nas investigações.
Além das críticas processuais, a ADPF apontou indícios de conflito de interesse relacionados a membros do tribunal, sem citar diretamente o relator, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.
O que os delegados denunciaram
Segundo a ADPF, a principal reclamação é sobre a atuação do STF no curso do inquérito, por meio da indicação de peritos nomeados judicialmente, e da determinação de cronogramas curtos para diligências que demandam tempo e infraestrutura.
A entidade afirma que essas medidas configuram uma **interferência do STF no caso Master**, ao influenciar diretamente como e quando as provas são produzidas, o que pode prejudicar o resultado final das investigações.
Contexto e pontos de tensão
Além das críticas ao procedimento, a ADPF citou elementos ligados à composição familiar de integrantes do tribunal, lembrando que há informações sobre dois irmãos e um primo de um ministro com empresas associadas a um fundo sob suspeita, sem, no entanto, nomear o magistrado em suas notas oficiais.
Os delegados pedem transparência, prazos compatíveis com operações complexas e independência entre decisões judiciais e o trabalho técnico das equipes policiais, para que a investigação siga sem interferências que possam comprometer sua eficácia.
Impacto para investidores e pagamentos do FGC
O caso Master também tem efeitos imediatos para poupadores, já que, conforme divulgação, o Fundo Garantidor de Créditos, FGC, já recebeu 369 mil pedidos de ressarcimento de investimentos no Banco Master, e deve começar os pagamentos nesta segunda-feira (19).
Em relação às garantias, há informação de que o FGC deve liberar R$ 41 bilhões em garantias a partir desta semana, o que coloca pressa na resolução do caso, e aumenta a pressão sobre o andamento das investigações e sobre as decisões tomadas pelo STF.
Próximos passos e atenção pública
A ADPF espera que as críticas levem a ajustes processuais e maior diálogo entre as autoridades, para preservar a investigação e a confiança pública no sistema de justiça e nas garantias aos investidores.
Enquanto isso, o fluxo de pedidos ao FGC e o cronograma de pagamentos mantêm o tema no centro do debate público, e a chamada para explicações sobre a atuação do STF no caso Master deverá ganhar tração nas semanas seguintes.