Ex-chefe da Receita Federal, Julio César Vieira Gomes, é demitido após atuação controversa em caso de joias sauditas. Penalidade o impede de cargos públicos por cinco anos.
O ex-secretário da Receita Federal, Julio César Vieira Gomes, foi demitido de seu cargo na última semana. A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) da quinta-feira (25), encerra sua trajetória no serviço público federal após uma atuação polêmica.
Gomes foi o responsável por tentar liberar um conjunto de joias ofertadas pelo regime saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A intervenção gerou grande repercussão e agora culmina em sua exoneração definitiva.
Conforme informação divulgada pelo G1, a Controladoria-Geral da República (CGU) justificou a demissão com base em dois pontos cruciais: o servidor teria se **valido do cargo para proveito pessoal** e descumprido seus **deveres funcionais**, incluindo a lealdade à instituição e a observância das normas.
Impedimento de Cinco Anos para Cargos Públicos
Com a demissão, Julio César Vieira Gomes fica **impedido de ocupar qualquer cargo público federal** pelo período de cinco anos. Essa medida visa a garantir a integridade e a probidade na administração pública, afastando servidores envolvidos em irregularidades.
A decisão da CGU reforça a importância do cumprimento das leis e regulamentos por parte dos servidores, especialmente aqueles em posições de liderança e responsabilidade.
Histórico de Exoneração Judicial e Defesa
Vale ressaltar que, em 2023, Gomes já havia sido **exonerado do cargo de auditor-fiscal** por força de uma decisão judicial. Naquela ocasião, o então chefe da Receita, Robinson Barreirinhas, mencionou a existência de uma investigação preliminar sumária na Controladoria-Geral da União (CGU) contra Julio César.
Na época de sua exoneração anterior, a defesa de Julio César Vieira Gomes alegou que a saída havia ocorrido “a pedido”. No entanto, a atual decisão da CGU aponta para infrações disciplinares graves, reconfigurando o cenário.
Atuação Controversa na Tentativa de Liberação das Joias
A tentativa de liberação das joias sauditas foi um dos episódios que marcaram o final do governo Bolsonaro. O então chefe da Receita, Julio Cesar Vieira Gomes, teria tentado usar sua posição, uma prática conhecida como “carteirada”, para agilizar o processo.
A atuação de Gomes nesse caso específico foi considerada inadequada pelas autoridades de controle, levando à apuração e, consequentemente, à sua demissão. A CGU, ao analisar o caso, concluiu pela punição máxima.