Em pesquisa de janeiro de 2026, a desaprovação de Lula registra alta de um ponto, concentrada no Centro-Oeste e entre quem recebe mais de cinco salários, cenário que complica a estratégia eleitoral petista
Já no início do ano eleitoral, a movimentação nas intenções de voto tem sinalizações que preocupam a campanha do Partido dos Trabalhadores.
O indicador de rejeição do presidente sobe em um patamar discreto, mas relevante para a percepção pública e para ajustes de estratégia na corrida presidencial.
Os dados que embasam essa leitura foram divulgados pelo PoderData, conforme informação divulgada pelo PoderData.
Resultados e metodologia
Já no início do ano eleitoral, o presidente Lula tem sua primeira derrota. Em pesquisa divulgada hoje (28), pelo PoderData, o petista sofreu um aumento de um ponto percentual em sua desaprovação entre o final de 2025 e o início de 2026.
Os pesquisadores questionaram: “Você aprova ou desaprova o desempenho pessoal do presidente Lula?”.
O patamar de desaprovação só é menor do que o constatado na pesquisa de 31 de maio de 2025, quando 59% diziam que não aprovavam o presidente.
O PoderData ouviu 2.500 pessoas em 11 municípios de 26 estados e no Distrito Federal, entre os dias 24 e 26 de janeiro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Consequências para a candidatura petista
A alta da desaprovação de Lula tende a aumentar o debate interno sobre prioridades de campanha, mensagens e agenda, porque eleitores com renda familiar superior a cinco salários e a região Centro-Oeste mostram grau de rejeição superior à média.
Mesmo um aumento de um ponto percentual pode alterar a percepção de estabilidade do eleitorado, obrigar mais viagens, entrevistas e ações de comunicação voltadas para mitigar desgaste, e abrir espaço para adversários explorarem fragilidades.
Reações e cenário político
Além dos números da pesquisa, o noticiário do dia traz outras movimentações que podem influenciar o ambiente eleitoral, como o anúncio de filiação do governador Ronaldo Caiado ao PSD, em busca de terreno para viabilizar sua pré-candidatura.
No plano internacional, a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a frota enviada ao Irã também compõe a conjuntura global que repercute na retórica política nacional.
Internamente, outro fato de destaque é que o ministro Dias Toffoli autorizou novo inquérito da Polícia Federal para apurar denúncias ligadas ao caso Master, tema que alimenta discussões sobre instituições e regulação.
O que vem a seguir
Com a eleição se aproximando, a desaprovação de Lula e as demais notícias do dia tendem a orientar movimentações estratégicas, alianças e a agenda de debates públicos, enquanto equipes avaliam se o atual quadro é pontual ou indicador de tendência.