Mercado acompanha o dólar em R$ 5,39, o IPCA 2025 em 4,26% e a aprovação qualificada da União Europeia ao acordo Mercosul, fatores que influenciam expectativas sobre juros e fluxo de capitais
O dólar abriu a última sessão da semana sem tendência firme, vindo de quatro quedas nas últimas cinco sessões, e no comercial para a venda inicia os negócios com baixa de 0,04%, a R$ 5,387, após leve alta ontem.
Investidores repercutem um conjunto de sinais domésticos e externos, entre eles a leitura de inflação, a movimentação por cortes de juros e o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia, que pode alterar o fluxo de capitais e as expectativas para o câmbio.
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2025 de 4,26% , divulgado hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) foi o mais baixo desde XX. Dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos saem às 10h30, horário de Brasília, e o preço do barril de tipo Brent, negociado em Londres para entrega em março, cedia 0,95%, para US$ 62,58, seu equivalente no mercado americano, o barril de tipo West Texas Intermediate (WTI), com vencimento em fevereiro, caia 0,93%, para US$ 58,30, conforme informação divulgada pelo UOL.
A sessão do dólar e o comportamento do câmbio
O dólar abriu última sessão da semana sem tendência firme. No comercial para a venda, a moeda americana inicia os negócios nesta sexta-feira com baixa de 0,04%, a R$ 5,387. Essa leitura mostra que, apesar das oscilações, a cotação permanece próxima de R$ 5,39, com volatilidade limitada por fluxos e notícias macro.
IPCA em 4,26% e o cenário para juros no Brasil
A divulgação do IPCA em 4,26% reforça a percepção de redução de pressões inflacionárias, e alimenta apostas de que o Banco Central pode iniciar cortes na taxa básica de juros ainda neste semestre. Com inflação dentro da meta, agentes esperam que sinais domésticos possam fortalecer percepção de menor risco e atrair investimentos em moeda forte.
Acordo Mercosul-União Europeia e efeitos sobre exportações
Uma maioria qualificada de países da União Europeia aprovou hoje o acordo de livre-comércio negociado há mais de 25 anos e criticado pelo setor agropecuário europeu e pela França. O avanço do processo, mesmo sujeito a votação no Parlamento Europeu, trabalha a favor das exportações brasileiras no médio prazo, com potencial de gerar atração de moeda forte para a economia local.
Riscos externos, mercado de trabalho dos EUA e petróleo
Os dados de emprego nos Estados Unidos serão observados como referência para o Federal Reserve, após o corte de taxas em dezembro. Agentes de mercado seguem também monitorando as tratativas em torno da exploração e das exportações venezuelanas aos Estados Unidos após a ação militar americana mencionada nas mesmas informações, o que mantém o setor de petróleo sensível a desdobramentos geopolíticos.
Em resumo, investidores acompanham o dólar em torno de R$ 5,39, a leitura do IPCA em 4,26% e o avanço do acordo Mercosul-UE, fatores que, combinados com dados de emprego nos EUA e a cotação do petróleo, devem guiar a dinâmica do câmbio e das expectativas para a política monetária nas próximas semanas, conforme informação divulgada pelo UOL.