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Dólar cai abaixo de R$ 5,30, Bolsa renova recorde com fluxo externo, investidores migram para emergentes diante de incertezas na política externa dos EUA

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Dólar recua para a menor cotação desde junho de 2024, abaixo de R$ 5,30, enquanto o Ibovespa registra sucessivas máximas com forte entrada de capital estrangeiro

O dólar segue em trajetória de queda nesta sessão, com os investidores realocando recursos para mercados emergentes, e a Bolsa brasileira renovando recordes por conta do fluxo externo.

Movimentos no exterior, divulgação do PIB dos Estados Unidos e dados de arrecadação no Brasil estão no radar dos agentes, influenciando câmbio e ações.

As informações apresentam um panorama de maior apetite por risco entre estrangeiros, com impactos claros no real e no Ibovespa, conforme informação divulgada pelo UOL.

Como o dólar e o mercado reagiram hoje

O dólar comercial iniciou o dia cotado para a venda a R$ 5,321, estável ante o fechamento da véspera, mas depois passou a ceder e, por volta das 16h, recuava 0,70%, a R$ 5,283.

Na véspera, a moeda já havia recuado 1,13%, para R$ 5,32, atingindo o menor valor ante o real desde 4 de dezembro do ano passado, segundo a apuração dos dados citados.

Para o fechamento do dia, o câmbio seguiria em patamar não visto desde 6 de junho de 2024, refletindo a entrada de recursos estrangeiros em ativos brasileiros.

Bolsa em alta e fluxo externo

O principal índice acionário brasileiro abriu em alta, com o Ibovespa a 172.382 pontos, e acelerou ao longo do dia, chegando a 174.509 pontos às 11h40 e a 175.906 pontos às 16h, sustentando ganhos ao longo do pregão.

Ontem, o Ibovespa teve alta de 3,3%, a maior variação em um único pregão desde 11 de abril de 2023, atingindo 171.816 pontos, impulsionado por fluxo de capital estrangeiro.

Segundo estudo da consultoria Elos Ayta, desde 2021 apenas três sessões superaram o desempenho observado no pregão de 21 de janeiro de 2026, e ontem apenas um papel das 85 ações do Ibovespa fechou no campo negativo, a TIM, TIMS3.

Na avaliação de Einar Rivero, citado pela fonte, “O resultado reforça a leitura de um mercado amplamente comprador, com forte amplitude de altas e renovação sucessiva de máximas históricas, fatores que, combinados, indicam um ambiente de maior apetite por risco na Bolsa brasileira no início de 2026.”

Commodities e indicadores que influenciam o movimento

O ouro teve nova alta no dia, com o contrato futuro subindo 1,80%, a US$ 4.925 por onça, renovando patamares de recorde na ICE Intercontinental Exchange.

O petróleo mostrou viés negativo, com o Brent para março caindo 2%, a US$ 63,93 o barril, e o WTI para fevereiro recuando 2,2%, a US$ 59,26 o barril, acompanhando outras commodities.

Dados econômicos dos EUA e contas públicas brasileiras

O mercado repercute o PIB dos Estados Unidos, divulgado hoje, que apontou alta anualizada de 4,4% no terceiro trimestre de 2025, acima dos 3,8% do segundo trimestre.

Sobre o número, a análise citada registra, “O número mostrou crescimento saudável, com gastos do consumidor crescendo 3,5% em meio a investimentos fortes, em especial em tecnologia, mostrando uma economia americana forte e resiliente, a despeito de todos os riscos.” Willian Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue

No Brasil, a arrecadação federal de 2025 foi a maior da história, atingindo R$ 2,9 trilhões, superando em 8,83% o número de 2024, com recorde em todos os 12 meses do ano, informação que também entrou no radar dos agentes de mercado.

Esses dados alimentam a leitura sobre possíveis efeitos na política monetária externa e no fluxo de capitais, com impactos diretos sobre o câmbio e a Bolsa brasileira.

O que acompanhar nas próximas sessões

Investidores vão monitorar os desdobramentos das negociações internacionais, menções à Otan e declarações de líderes que vinham elevando incertezas, eventos que recentemente deram algum alívio ao mercado.

No Brasil, além do acompanhamento do fluxo externo, a força da arrecadação e o comportamento das empresas no índice devem ditar a continuidade do movimento de alta no Ibovespa.

O cenário atual indica um ambiente de maior apetite por risco, com destaque para o impacto da entrada de recursos estrangeiros, a evolução do PIB americano e as leituras sobre as contas públicas brasileiras, temas que continuam no topo da agenda dos investidores.

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