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Dólar cai para perto de R$ 5,30 e Bolsa renova recorde com fluxo externo, investidores saem dos EUA e impulsionam Ibovespa e valorização do real

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Fluxo de capitais externos que migram dos Estados Unidos para mercados emergentes pressiona a queda do dólar e leva o Ibovespa a nova máxima, apesar das incertezas entre EUA e União Europeia

Ibovespa renovou recorde nesta sessão, com avanço sustentado por entrada de investidores externos que realocam recursos fora de Nova York.

O movimento também pressionou o dólar, que recuou ao redor de R$ 5,30, em uma combinação de compras de ações brasileiras e menor demanda pela moeda americana.

Os dados e declarações do pregão estão compilados e analisados a seguir, conforme informação divulgada pelo UOL.

Ibovespa sobe e concentração em papéis de maior peso

O principal índice da Bolsa brasileira acelerou a alta e se aproximou dos 170 mil pontos durante a sessão. Em determinado momento, o indicador chegou a 169.643 pontos.

O ganho foi apoiado por ações de maior peso no índice, como Vale, Petrobras e os bancos Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, que puxaram as ordens de compra.

Segundo a reportagem, “A movimentação dos não residentes respondeu por cerca de 60% do giro da B3 em 2025, superando R$ 3,5 trilhões m negócios.” Essa participação estrangeira tem sido determinante para a demanda por ações brasileiras.

Dólar recua e real se valoriza com fluxo externo

O dólar abriu a sessão cotado no mercado comercial para venda a R$ 5,36, com baixa de 0,37% ante o fechamento de ontem.

No começo da tarde, a tendência de queda ganhou força, com variação negativa de 1% e a cotação cedendo até R$ 5,325, alimentada pela entrada de dólares na B3.

Analistas consultados disseram que a saída de capital dos Estados Unidos em direção a mercados emergentes está por trás tanto da alta do Ibovespa quanto da valorização do real.

Tensões geopolíticas, ouro em alta e impactos em acordos comerciais

O cenário externo seguiu no radar dos investidores. A participação do presidente dos Estados Unidos em Davos e falas sobre a Groenlândia elevaram a atenção para possíveis atritos entre EUA e União Europeia.

Conforme a matéria, o Parlamento Europeu decidiu suspender trabalhos relacionados ao acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos, e a decisão de encaminhar o texto ao Tribunal de Justiça da UE pode atrasar a entrada em vigor do acordo.

O ouro renovou máxima, em um movimento de busca por ativos considerados seguros, com o contrato futuro valendo, por volta das 13h, US$ 4.850 por onça.

Declarações de mercado e riscos à frente

Entre as vozes citadas, Luiz Ormeneze, sócio da Manchester Investimentos, afirmou que, “O desempenho recente da bolsa brasileira está ancorado, principalmente, em fatores macro globais . Observa-se um movimento de realocação de capital saindo dos mercados desenvolvidos em direção aos mercados emergentes, motivado por uma busca maior por diversificação geográfica diante do aumento das tensões geopolíticas e da redução de exposição aos Estados Unidos.”

Gabriel Mollo, analista da Daycovak Corretora, disse que “Bolsa e real estão sendo beneficiados hoje pela entrada do capital estrangeiro, que tem saído dos Estados Unidos, por causa do aumento das incertezas geradas pelo governo Donald Trump, e buscado outros mercados emergentes e com menor volatilidade neste cenário atual, sendo o Brasil um deles.”

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, observou que “Em geral, a leitura do mercado foi mais positiva que negativa para o discurso, considerando que Trump sinalizou a ideia de não usar força e de estar aberto a negociar a questão da Groenlândia, o que ajudou a aliviar em parte as tensões.”

Marcio Riauba, head da Mesa de Operações da StoneX Banco de Câmbio, destacou que “A participação do presidente dos Estados Unidos, Donal Trump, no Fórum Econômico Mundial de Davos, não tirou do radar as preocupações dos mercados com uma nova rodada de tensões comerciais e geopolíticas entre os Estados Unidos e a Europa.”

Além das movimentações de mercado, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, conhecida como Will Bank, medida que também foi mencionada como dado relevante pelos operadores.

Em resumo, a combinação de fluxo externo, postura política internacional e dados de liquidações setoriais ajuda a explicar por que o Ibovespa renovou máximas enquanto o dólar recuou, e o mercado segue atento a possíveis reverberações nos próximos pregões.

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