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Eletrificação veicular em colapso, vendas despencam sem subsídios e montadoras registram perdas bilionárias em EUA, UE e China

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Corte de incentivos e metas revistas aceleram recuo da eletrificação veicular, com queda rápida de vendas e provisões contábeis bilionárias

Eletrificação veicular enfrenta um retrocesso abrupto em mercados formuladores de tendência, à medida que incentivos desaparecem e a economia real pressiona fabricantes.

Vendas caem, investimentos bilionários são reavaliados e governos recuam de metas rígidas, em um movimento que já atinge Estados Unidos, União Europeia e China.

As informações que seguem, com dados e declarações, firmam a dimensão do recuo e suas consequências para indústria e consumidores, conforme informações divulgadas pelo Wall Street Journal, NBC News e Gazeta do Povo.

Queda imediata nos EUA após fim dos subsídios

Nos Estados Unidos, a retirada do incentivo de US$ 7.500 para a compra de veículos elétricos e a revogação dos requisitos de consumo de combustível provocaram efeito imediato no mercado.

Em setembro, as vendas atingiram 12%, mas, “Dos 12% registrados em setembro, quando expiraram os incentivos, as vendas caíram para pouco mais de 5% em outubro”, segundo os dados citados pelas reportagens.

O resultado foi rápido, e fabricantes já alertaram para trimestres difíceis e ajustes nos planos de produção e investimento.

Prejuízos bilionários nas montadoras

A General Motors anunciou um prejuízo de US$ 1,6 bilhão nas vendas esperadas para o presente ano fiscal, conforme reportado, e a Tesla, líder do setor, registrou que as vendas no segundo trimestre do ano caíram quase 13%, levando o CEO Elon Musk a antecipar “trimestres difíceis” para a companhia, segundo a NBC News.

O Wall Street Journal informou que a Ford sofreu um prejuízo de US$ 13 bilhões em seus investimentos em veículos elétricos nos últimos três anos, e foi obrigada a fazer uma provisão geral de US$ 19,5 bilhões para compensá-los.

O mesmo jornal observou que, na avaliação dos executivos, “o valor está entre as maiores baixas contábeis já registradas por uma empresa e representa, até agora, o maior reconhecimento da indústria automobilística estadunidense de que não poderá concretizar as suas ambições em relação aos veículos elétricos em um futuro próximo”.

Recuo na União Europeia e revisão de metas

Na Europa, Bruxelas também começou a moderar metas que exigiam uma transição rápida para veículos elétricos, ao reconhecer limitações da cadeia de suprimentos, custos e aceitação de mercado.

Em vez da proibição total inicialmente defendida, passou a vigorar a exigência de redução de 90% das emissões de CO₂ nos motores produzidos a partir de 2035, com expectativa de novas flexibilizações no futuro.

O presidente do Partido Popular Europeu, Manfred Weber, declarou que, “Também não haverá meta de 100% [de redução] a partir de 2040. Isto significa que o banimento tecnológico dos motores de combustão está fora dos planos. Por conseguinte, todos os motores atualmente fabricados na Alemanha poderão continuar a ser produzidos e vendidos.”

Impactos para consumidores e indústria

Para consumidores, a retirada de subsídios tende a elevar o custo efetivo de compra de veículos elétricos, reduzindo o apelo financeiro imediato desses modelos.

Para a indústria, o recuo significa reavaliação de investimentos, encerramento ou adiamento de programas, e maior pressão sobre margens, enquanto a infraestrutura de recarga e os custos das baterias permanecem desafios centrais.

O episódio da eletrificação veicular deixa claro que políticas públicas, incentivos e realidades econômicas devem andar alinhados, sob pena de provocar perdas elevadas e ajustes abruptos no setor automobilístico global.

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