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Escândalo de Corrupção na Espanha: Milhares Tomam as Ruas de Madri Contra Governo Socialista de Pedro Sánchez

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Milhares de espanhóis protestam em Madri contra governo socialista em meio a escândalo de corrupção

Dezenas de milhares de pessoas se reuniram na capital espanhola, Madri, neste domingo (30), em um protesto massivo contra o governo socialista do primeiro-ministro Pedro Sánchez. A manifestação, convocada pela oposição de direita, teve como principal mote as recentes denúncias de corrupção e a prisão de dois ex-integrantes do alto escalão do governo.

O evento, organizado pelo conservador Partido do Povo (PP), ecoou pelas ruas de Madri sob o slogan “Isso é tudo: máfia ou democracia?”. Os organizadores afirmam que cerca de 80 mil pessoas participaram do ato, que teve como ponto de encontro o Templo de Debod, no centro da cidade.

O líder do Partido do Povo, Alberto Núñez Feijóo, dirigiu-se à multidão criticando duramente a gestão de Sánchez. Segundo informações divulgadas, Feijóo descreveu o governo como “absurdo” e afirmou que a administração atual não tem mais condições de permanecer no poder, associando o termo “sanchismo” diretamente à corrupção. Conforme relatado, ele declarou: “‘Sanchismo’ é corrupção política, econômica, institucional, social e moral. ‘Sanchismo’ está na prisão e precisa sair do governo”.

Prisões de ex-aliados de Sánchez acentuam crise política

A crise política na Espanha atingiu um novo patamar na última quinta-feira com a prisão de José Luis Ábalos, ex-ministro dos Transportes, e seu ex-assessor, Koldo García. Ambos são figuras politicamente próximas ao primeiro-ministro Pedro Sánchez e são suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção que teria ocorrido durante a pandemia de COVID-19.

A decisão judicial, tomada pelo magistrado Leopoldo Puente, responsável pela investigação do chamado “caso Koldo”, apura contratos irregulares para a compra de máscaras em um dos momentos mais críticos da pandemia. De acordo com a agência EFE, o juiz considerou existir um “risco extremo de fuga”, especialmente diante da proximidade do julgamento e das possíveis penas, que podem chegar a até 24 anos de prisão para Ábalos.

Investigação apura contratos irregulares e movimentação de dinheiro

O Ministério Público Anticorrupção da Espanha havia solicitado o endurecimento das medidas cautelares contra os dois acusados. O juiz Puente, em sua decisão, destacou a existência de “indícios racionais de criminalidade” robustos. Entre as evidências, há relatos de que Ábalos teria movimentado grandes quantias de dinheiro em espécie nos últimos anos, o que reforçou a avaliação judicial sobre a possibilidade de ele deixar o país.

Pedro Sánchez assumiu o cargo de primeiro-ministro em 2018, após um voto de desconfiança no Parlamento espanhol que derrubou seu antecessor, Mariano Rajoy. Curiosamente, Rajoy também enfrentou suspeitas de atos de corrupção durante seus oito anos de governo, evidenciando um histórico de escândalos na política espanhola.

O escândalo de corrupção envolvendo ex-ministros ligados ao premiê socialista da Espanha tem gerado forte repercussão. A situação levanta questionamentos sobre a integridade das instituições e a confiança pública no governo, alimentando o descontentamento popular que se manifestou nas ruas de Madri.

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