Casa Branca orienta forças americanas a concentrar-se na quarentena do petróleo venezuelano por pelo menos dois meses, como parte de estratégia para ampliar pressão e evitar ação militar imediata
A Casa Branca determinou que as forças militares dos Estados Unidos foquem quase exclusivamente em manter a quarentena do petróleo venezuelano, priorizando sanções e pressão econômica sobre uma ação militar imediata.
A orientação reduziria, ao menos no curto prazo, a possibilidade de uma ofensiva terrestre mencionada pelo presidente Donald Trump, enquanto os EUA buscam apertar o cerco econômico a Caracas.
As informações sobre a chegada de reforços da Guarda Costeira e o plano de apreensão de petroleiros fazem parte das medidas para isolar economicamente o regime, conforme informação divulgada pela Reuters.
O que determina a ordem
A diretriz, segundo a reportagem, orienta que as forças americanas se concentrem quase exclusivamente, “na quarentena do petróleo venezuelano por pelo menos os próximos dois meses”. O foco é aplicar sanções de forma rigorosa e usar o bloqueio econômico para desgastar o governo de Nicolás Maduro.
A estratégia inclui a possibilidade de abordar e apreender navios ligados à Venezuela, com a Guarda Costeira aguardando reforços antes de tentar abordar um terceiro petroleiro, segundo a mesma apuração.
Objetivo e cronograma
Autoridades consultadas pela Reuters disseram que a expectativa é aumentar a pressão para forçar concessões de Caracas, com a avaliação de que “Os esforços até agora exerceram uma pressão tremenda sobre Maduro, Acredita-se que, até o fim de janeiro, a Venezuela enfrentará uma calamidade econômica, a menos que concorde em fazer concessões significativas aos EUA”.
O governo americano também informou ao Conselho de Segurança da ONU que irá impor e fazer cumprir sanções contra a Venezuela e contra Maduro “na máxima extensão permitida”, reafirmando o uso prioritário de medidas econômicas.
Repercussões e riscos
Analistas e autoridades temem que a ampliação da quarentena do petróleo venezuelano aumente o impacto humanitário na população, ao mesmo tempo em que eleva tensões diplomáticas na região.
O recuo, por ora, da hipótese de intervenção terrestre não elimina o risco de escalada, já que o governo americano mantém que “opções militares ainda existem”, mas prioriza inicialmente a pressão econômica, conforme a apuração da Reuters.
O que observar nas próximas semanas
Ficarão em foco o cumprimento das sanções, movimentos de navios-tanque ligados à Venezuela, e sinais de concessões ou recuo do regime de Maduro diante do aperto econômico.
A evolução da situação deve ser acompanhada também nas instâncias internacionais, incluindo o Conselho de Segurança da ONU, e nas reações de países com interesses na região, que podem alterar o curso da estratégia americana.