EUA intensificam pressão sobre Venezuela com sanções e interceptação de navios, enquanto OTAN alerta aliados sobre escalada de conflito com a Rússia.
A arena internacional está em ebulição com o aumento da pressão dos Estados Unidos sobre a Venezuela, que prepara novas sanções e a interceptação de navios petroleiros. Paralelamente, na Europa, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, soou o alarme para os aliados sobre o crescente risco de um conflito com a Rússia, incentivando um rearmamento urgente.
No Oriente Médio, um vislumbre de negociação surge com o Hamas indicando a possibilidade de um “congelamento” no uso de suas armas, embora rejeite o desarmamento completo. Essas movimentações globais refletem um cenário de instabilidade crescente em diversas frentes.
Conforme informações divulgadas por agências, o governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, está articulando novas sanções contra a Venezuela, que teriam como alvo, inclusive, os sobrinhos do ditador Nicolás Maduro. Além disso, planos para interceptar navios que transportam petróleo venezuelano estão em andamento, intensificando o cerco econômico contra o regime de Maduro.
Maduro busca apoio e se defende da ofensiva americana
Em resposta à crescente pressão americana, o governo venezuelano tem adotado diversas medidas para conter a ofensiva. Nicolás Maduro também tem buscado apoio em outros países para se manter no poder. O presidente russo, Vladimir Putin, já manifestou seu suporte, prometendo ajuda para que a Venezuela mantenha sua “soberania” diante das “pressões externas”.
Notícias também indicam uma conversa secreta entre o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e Maduro, focada nas ações americanas na região do Caribe. Enquanto isso, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, confirmou ter recebido apoio dos Estados Unidos para deixar o país, transmitindo uma mensagem de esperança à sua base.
OTAN alerta para risco de guerra e tensões com a Rússia aumentam
Na Europa, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, fez um apelo veemente aos países membros para que aumentem seus investimentos em defesa. Ele alertou que a Rússia pode ter outros países como “próximos alvos”, caso o conflito na Ucrânia se agrave. O clima de tensão foi ainda mais acentuado com a prisão de um arqueólogo russo na Polônia, acusado de saquear artefatos históricos no território ucraniano.
Essa situação na Europa Oriental reflete um temor generalizado de uma escalada do conflito, com a OTAN buscando fortalecer suas defesas e demonstrar unidade diante da ameaça russa. O incidente na Polônia adiciona mais um elemento de discórdia entre a Rússia e os países ocidentais.
América Latina em alerta com instabilidade política e comercial
A América Latina também enfrenta seus próprios focos de tensão. O México anunciou a implementação de novas tarifas de importação, que podem atingir até 50% sobre produtos de países como o Brasil. Essa medida gera incertezas no comércio regional.
Em Honduras, a declaração do presidente do Congresso, de que não validará o resultado das eleições, mergulhou o país em grande instabilidade política. Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro rebateu o presidente americano Donald Trump, afirmando que a Justiça dos EUA colabora para a expansão do narcotráfico, um tema sensível na região.
Hamas abre possibilidade de negociação no Oriente Médio
No cenário do Oriente Médio, o grupo Hamas apresentou uma nova posição nas negociações. Embora tenha rejeitado o desarmamento total, o grupo sinalizou que está disposto a “congelar” a produção e o uso de suas armas. Esta declaração representa um avanço, ainda que parcial, nas complexas negociações em andamento na região, oferecendo um novo caminho para a busca da paz.