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Febraban defende ação do Banco Central após liquidação do Will Bank, diz que medida protege resiliência do sistema financeiro e segurança de 12 milhões de clientes

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Após decisão que levou à liquidação do Will Bank, a federação citou a necessidade de proteger a estabilidade do mercado, com foco em clientes e no papel do BC

A Febraban divulgou nota em que defende a atuação do Banco Central do Brasil como necessária para manter a solidez do sistema financeiro.

A entidade argumenta que medidas de liquidação são parte da regulação e visam evitar contágios, protegendo clientes e a confiança no setor.

Especialistas e clientes acompanham os desdobramentos após a liquidação, que afeta grande número de correntistas e empregados, e aguardam informações sobre ressarcimento.

conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

Posicionamento oficial da Febraban

Na nota, a Febraban afirma, textualmente, que o Banco Central “detém o mandato e o dever de atuar para assegurar a resiliência do sistema financeiro“.

A entidade classificou a liquidação como um “pilar essencial da regulação e da estabilidade financeira“, e disse que as instituições liquidadas eram “incapazes de manter suas atividades“.

O posicionamento surge após a autoridade monetária determinar a liquidação extrajudicial do Will Bank, ligado ao Banco Master, em meio a apurações sobre emissão de crédito suspeita.

Impacto para clientes e funcionários

Com a medida, ficam diretamente afetados, segundo a apuração, 12 milhões de clientes e 1,1 mil funcionários, que ainda aguardam informações sobre os próximos passos.

O Fundo Garantidor de Crédito, conforme a cobertura prevista, deve ressarcir os clientes que tinham aplicações ativas na data da liquidação, segundo as informações disponíveis.

Fontes envolvidas indicam que será necessário mapear ativos e passivos para definir prazos e procedimentos de pagamento, e que a prioridade é garantir o atendimento aos consumidores impactados.

Contexto do inquérito e implicações judiciais

A liquidação do Will S.A. Crédito, Financiamento e Investimento foi a sexta instituição financeira a ter sua liquidação decretada no âmbito das apurações relacionadas ao Banco Master.

A medida teve início em novembro de 2025, ao mesmo tempo em que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso preventivamente pela Polícia Federal.

O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, cuja atuação sofreu críticas por decisões consideradas atípicas, como a escolha de peritos e a determinação de que os materiais do acervo probatório fossem armazenados na sede do Supremo.

As recentes descobertas também implicam a esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, que atua como advogada em um processo no STF contra o empresário Nelson Tanure, defendendo o Banco Master.

O que vem a seguir

Autoridades e entidades do setor financeiro acompanham os procedimentos de liquidação e a execução das garantias aos clientes, enquanto investigações continuam para apurar responsabilidades.

A Febraban defende que a atuação do Banco Central é legítima e necessária para preservar a confiança no sistema bancário, e afirmou que decisões como essa devem assegurar a proteção de depositantes e a estabilidade do mercado.

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