Ministro da Fazenda reafirma disposição de ajudar na campanha de reeleição de Lula, rejeita disputar cargo em 2026, e pede elaboração de um plano eleitoral qualitativamente mais exigente
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que pretende atuar na campanha de reeleição do presidente Lula e negou que vá disputar um cargo eletivo neste ano.
Questionado sobre a possibilidade de concorrer ao governo de São Paulo, função para a qual foi cotado, Haddad afirmou que não tem intenção de se lançar como candidato e que prefere contribuir na campanha presidencial.
As declarações foram dadas em entrevista à BandNews FM, e complementam informações divulgadas anteriormente sobre as articulações políticas internas do PT, conforme informação divulgada pelo UOL.
Posicionamento sobre eventual candidatura
Ao falar sobre a perspectiva de candidatura, Haddad afirmou, de forma direta, “Eu estou conversando com o presidente sobre isso. Vamos ver quem convence quem”, em entrevista à BandNews FM, demonstrando abertura ao diálogo com a direção do partido.
Sobre cobranças internas para que ele aceite concorrer, Haddad rebateu declarações e disse que não precisa se sacrificar para atender a aliados. Em resposta à fala da ministra Gleisi Hoffmann, o ministro afirmou: “Cada um tem que falar: ‘a posição que eu jogo melhor é essa daqui. Eu que gostaria de participar da campanha do presidente'”, deixando claro que prioriza seu papel na campanha presidencial.
Avaliação do trabalho à frente da Fazenda
Haddad disse estar honrado por chefiar a pasta, e fez um balanço positivo do período no ministério. Em suas palavras, “Estou saindo com indicadores que ninguém da Faria Lima esperava quando tomei posse”, destacando a evolução de resultados econômicos no governo.
O ministro ressaltou que a experiência foi “espetacular” diante dos desafios herdados pela equipe econômica, e usou os resultados como argumento para manter-se focado no projeto nacional, em vez de migrar para disputas estaduais.
Plano eleitoral e prioridades para os próximos quatro anos
Para a campanha de reeleição, Haddad defendeu a elaboração de um programa mais ambicioso, capaz de responder a mudanças no cenário global. Ele citou, de forma enfática, que “Temos que elaborar um bom plano para os próximos quatro anos. Não é um plano de mera continuidade, é um plano qualitativamente mais exigente em virtude de tudo o que está acontecendo no mundo.”
O ministro, que se prepara para deixar o cargo para atuar na campanha, enfatizou a necessidade de discutir propostas concretas e de apresentar um projeto que vá além da manutenção de políticas atuais, com foco na adaptação às condições econômicas externas e internas.
Próximos passos e desafios políticos
Com a decisão de não concorrer neste ano, Haddad concentra-se em dialogar com a cúpula do PT e em contribuir com a estratégia eleitoral de Lula. O enfoque será a construção do plano eleitoral e a participação ativa na campanha presidencial.
As manifestações de Haddad alimentam o debate interno no partido sobre quem deve liderar candidaturas regionais, enquanto a coordenação nacional se prepara para alinhar mensagens e propostas para os próximos quatro anos.