Novas regras do FGTS permitem financiamento de imóveis de até R$ 2,25 milhões para todos os contratos
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) tomou uma decisão importante nesta quarta-feira (26), aprovando a utilização dos recursos do Fundo para a aquisição de imóveis com valor de até R$ 2,25 milhões. Esta medida, anunciada em reunião extraordinária, **abrange tanto contratos antigos quanto os novos**, trazendo uniformidade às regras de financiamento.
A mudança corrige um problema que surgiu após a elevação do limite do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Desde outubro, o teto para financiamento habitacional subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. No entanto, contratos assinados após junho de 2021 não estavam se enquadrando nesse novo valor, enquanto os anteriores já podiam se beneficiar.
Essa padronização é vista como um alívio, especialmente para famílias com renda superior a R$ 12 mil. Estas famílias, que atuam em mercados imobiliários mais caros como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, sentiam o impacto do antigo teto de R$ 1,5 milhão, que já não refletia a realidade dos preços nessas regiões.
Entenda a antiga distorção nas regras do FGTS
Anteriormente, uma resolução do Conselho Curador do FGTS, de 2021, determinava que o valor do imóvel, na data da assinatura do contrato, deveria estar em conformidade com o teto estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Isso criava uma divisão clara: contratos firmados até 11 de junho de 2021 e aqueles iniciados a partir de 12 de junho de 2021.
Com a elevação do teto para R$ 2,25 milhões, mutuários com contratos mais recentes ficaram impossibilitados de usar o FGTS, mesmo que o imóvel se encaixasse na nova faixa de valor. Essa situação gerou uma onda de reclamações direcionadas aos agentes financeiros e ao Banco Central, além de levantar a possibilidade de judicialização do caso.
Benefícios da ampliação do teto para o mercado imobiliário
A decisão do Conselho Curador do FGTS visa **desburocratizar o acesso ao crédito imobiliário** e adequar as regras à realidade econômica atual. Ao permitir que todos os contratos, novos e antigos, utilizem o FGTS para imóveis de até R$ 2,25 milhões, o governo busca impulsionar o setor da construção civil e facilitar a aquisição da casa própria para um público maior.
A atualização do limite é um passo importante para garantir que mais brasileiros possam realizar o sonho da casa própria, utilizando os recursos do FGTS de forma mais abrangente e justa. A expectativa é que essa medida **estimule o mercado imobiliário** e contribua para a movimentação da economia.
Em suma, a nova regra do FGTS representa um avanço significativo para quem busca financiar um imóvel, tornando o processo mais inclusivo e alinhado às atuais condições do mercado. A partir de agora, o **FGTS poderá financiar qualquer imóvel de até R$ 2,25 milhões**, beneficiando um número maior de trabalhadores.