Fuga em massa de detentos no México se intensifica com bloqueios e incêndios em ao menos 16 estados, governo mobiliza 10 mil soldados e confrontos deixam mais de 70 mortos
A escalada de violência no México ganhou um novo capítulo com a fuga em massa de detentos após a morte de um dos narcotraficantes mais procurados, conhecido como El Mencho.
Criminosos atacaram o presídio de Ixtapa, em Puerto Vallarta, em uma ação que facilitou a saída de detentos e deixou um policial morto, gerando alertas em outros estados.
As informações e números sobre a fuga e a reação das autoridades foram amplamente divulgadas pela imprensa mexicana, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.
O ataque em Ixtapa e a fuga de presos
Autoridades de Jalisco disseram que o ataque ao presídio de Ixtapa, em Puerto Vallarta, foi realizado de fora das instalações, com disparos contra o local e arrombamento de um portão com um veículo.
O episódio facilitou a fuga em massa de detentos no México, com, segundo as autoridades, a saída de pelo menos 23 detentos, além da morte de um guarda.
Ligação com a morte de El Mencho e reação do CJNG
O governo federal atribui os ataques, bloqueios de estradas e incêndios em ao menos 16 estados a uma reação do crime organizado após a operação que matou Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, líder do Cartel Jalisco Nova Geração, CJNG.
Em Jalisco, onde a operação militar ocorreu no fim de semana, as autoridades relataram confrontos e ações coordenadas que visaram liberar detentos e confrontar forças de segurança.
Mobilização e balanço de vítimas
O governo informou que mobilizou 10 mil soldados nas ruas para conter os confrontos desencadeados pela morte do traficante mais procurado do país.
Segundo as autoridades, mais de 70 pessoas morreram nos últimos dias, entre eles criminosos e policiais, em uma onda de violência que se espalhou por várias regiões do México.
Operações para recaptura e impactos locais
Forças de segurança mantêm operações para recapturar os fugitivos e restabelecer a ordem nas áreas afetadas, com ações concentradas em Jalisco e outras regiões que registraram bloqueios e ataques.
Moradores relatam medo e paralisação de serviços em pontos atingidos, enquanto autoridades prometem intensificar ações para impedir novas fugas e diminuir a atuação do CJNG.