Gleisi Hoffmann contestou a referência do governador a uma crise moral, afirmando que a ligação com doadores do Master torna a crítica incoerente, e citou impactos fiscais na comparação com o governo anterior
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reagiu com críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, após a declaração dele sobre uma crise moral no governo federal.
Gleisi associou a fala de Tarcísio a investigações envolvendo doações de campanha relacionadas ao Banco Master e ao empresário preso Fabiano Zettel, apontando incoerência no posicionamento do governador.
As declarações ocorreram após visita de Tarcísio a Jair Bolsonaro no Complexo da Papuda, em Brasília, e tocam em temas eleitorais e fiscais que prometem dominar o debate político nos próximos meses, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.
Acusações e a postagem de Gleisi
Em publicação na rede X, Gleisi afirmou, textualmente, “É muita cara de pau de Tarcísio Freitas sair da Papuda falando em ‘crise moral’ quando o maior financiador individual das campanhas dele e de Bolsonaro foi o cunhado de Daniel Vorcaro do Master, Fabiano Zettel, preso pela Polícia Federal”.
A ministra usou a referência às doações para questionar a legitimidade da crítica sobre a conduta ética do governo federal, e ressaltou ainda a questão fiscal, ao responsabilizar a gestão anterior por problemas nas contas públicas.
Resposta política e contexto da visita
Tarcísio esteve com o ex-presidente Jair Bolsonaro no dia da troca de farpas, e saiu da visita reafirmando apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência e dizendo que pretende disputar a reeleição em São Paulo.
Ao comentar as revelações sobre o caso Master, o governador declarou que o governo enfrenta uma “crise moral e fiscal”, apontando preocupações sobre a gestão e a transparência de recursos.
Argumentos sobre a crise fiscal e números citados
Gleisi responsabilizou a administração anterior pela situação das contas, afirmando que Bolsonaro deixou um “rombo de R$ 255 bi para o governo Lula pagar e desorganizou as contas e a economia do país”.
O tema fiscal, segundo dirigentes partidários, deve ganhar centralidade nos debates eleitorais, com líderes como o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, destacando a disputa sobre responsabilidades e soluções econômicas.
Consequências políticas e próximos passos
A troca de acusações evidencia alinhamentos e tensões internas entre grupos que disputam visibilidade na corrida eleitoral de 2026, e pode influenciar tanto o discurso quanto as investigações em torno do caso Master.
Com a divulgação das ligações entre doadores e investigados, a discussão sobre crise moral e responsabilidade fiscal deve permanecer no centro do noticiário, enquanto partidos e autoridades ajustam reações e estratégias.