Gleisi Hoffmann rebate Davi Alcolumbre e assegura respeito institucional do governo, negando fisiologismo
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), usou seu perfil na rede social X neste domingo (26) para responder a críticas feitas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A declaração surge em meio a divergências sobre a formalização da indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Hoffmann enfatizou que o governo Lula possui o “mais alto respeito e reconhecimento” por Alcolumbre. Ela também fez questão de **negar categoricamente** que a gestão federal pretenda rebaixar a “relação institucional” com o senador a “qualquer espécie de fisiologismo ou negociações de cargos e emendas”.
A manifestação da ministra é uma resposta direta a uma nota divulgada pelo próprio Alcolumbre, na qual ele critica a demora do Executivo em enviar a comunicação oficial sobre a indicação de Messias. O presidente do Senado insinuou que “setores do Executivo” estariam tentando criar uma “falsa impressão” de que divergências entre os Poderes são resolvidas por meio de trocas de favores, como cargos e emendas.
Governo Refuta Insinuações de Fisiologismo
Em sua publicação, Gleisi Hoffmann declarou que o governo **repudia tais insinuações**, citando explicitamente a nota emitida por Davi Alcolumbre. A ministra destacou que o **”critério de mútuo respeito institucional”** tem sido a base para a apreciação de indicações do governo pelo Senado em outras ocasiões.
Ela relembrou que esse mesmo critério prevaleceu em processos anteriores, incluindo as indicações de dois ministros atualmente no STF, do procurador-geral da República em duas oportunidades, e de diretores do Banco Central e de agências reguladoras. Esses casos, segundo Hoffmann, transcorreram com **transparência e lealdade** de ambas as partes.
Precedentes de Respeito e Transparência
A ministra ressaltou que, nesses processos anteriores, as **prerrogativas do Executivo** na indicação dos nomes foram respeitadas, assim como as do Senado Federal na apreciação dos indicados. Essa postura demonstra, segundo ela, um compromisso com o bom funcionamento das relações entre os Poderes.
A troca de declarações evidencia um momento de **tensão nas relações institucionais**, especialmente no que tange às indicações para o Poder Judiciário. A posição de Gleisi Hoffmann busca **restabelecer a confiança** e reafirmar o compromisso do governo com um diálogo baseado em respeito e legalidade, distanciando-se de práticas fisiológicas.