Contratos de insulina de R$ 303,6 milhões, participação de 25,86% do fundo Cartago na Biomm e ligação direta a Daniel Vorcaro elevam suspeitas sobre o Governo Lula
Três fatos recentes colocam pressão sobre o Executivo federal, e geram dúvidas sobre transparência e conflito de interesses envolvendo o setor de saúde.
Segundo apuração, contratos milionários para fornecimento de insulina foram firmados entre o Ministério da Saúde e a empresa Biomm, em negócios que beneficiam um fundo vinculado ao Banco Master.
Essas informações tornam central a investigação sobre participação societária e influência política no processo de compra de medicamentos, conforme informação divulgada pelo Poder360.
Como foi a operação e quem são os envolvidos
Os contratos somam R$ 303,6 milhões, e a transação foi feita por meio da Biomm, que tem entre seus sócios o fundo de investimentos Cartago, vinculado ao Banco Master. O dono do banco é o empresário Daniel Vorcaro.
De acordo com a apuração, o fundo Cartago detém 25,86% da Biomm, sendo o maior acionista individual. Entre outros sócios estão o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, com 8,24%, e o BNDESPar, com 5,12%.
Esses percentuais e o valor dos contratos são elementos centrais para avaliar possíveis conflitos entre interesses privados e decisões de compras públicas pelo Governo Lula.
Repercussão política e cobertura midiática
O caso foi tema do programa Última Análise, que terá apresentação do advogado Frederico Junkert, com participação do professor da FGV Daniel Vargas, da cientista política Júlia Lucy e do ex-juiz Adriano Soares da Costa.
No mesmo programa, foram abordadas outras notícias que movimentam o debate político, entre elas críticas do presidente do PSD, Gilberto Kassab, ao governador Tarcísio de Freitas sobre postura e identidade política, conforme a pauta anunciada.
A programação também destacou posicionamentos do deputado Nikolas Ferreira, que pediu “justiça por Orelha” e defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos, após agressão ao cão comunitário de Florianópolis, que sofreu maus-tratos em 4 de janeiro e foi sacrificado no dia seguinte, sendo descrito como tendo cerca de 10 anos.
Além disso, foi mencionada a situação do ex-deputado Deltan Dallagnol, pré-candidato ao Senado pelo Paraná, que perdeu o mandato em 2023 por decisão do TSE e pode ter candidatura barrada novamente, por ter pedido exoneração, segundo a Corte, para evitar investigações internas sobre sua conduta.
O que está em jogo e próximos passos
O central, agora, é a investigação e a prestação de contas públicas. Especialistas e opositores pedem que o Ministério da Saúde e os envolvidos esclareçam a forma de contratação, critérios técnicos e eventual influência do fundo Cartago nos processos.
Para além do aspecto legal, o episódio alimenta o debate sobre governança e ética no Brasil, com risco de desgaste político para o Governo Lula enquanto são apurados detalhes sobre a relação entre a compra de insulina e a presença do Banco Master na composição societária da Biomm.
A transparência nas respostas e a abertura de apurações administrativas e, se necessário, judiciais, serão determinantes para contornar a crise e restabelecer confiança na gestão das compras públicas de medicamentos.