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Guerra no Oriente Médio faz investidores correrem para ativos seguros, ouro e dólar disparam, e petroleiras, mineradoras e renda fixa pós-fixada viram refúgio

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Guerra no Oriente Médio eleva aversão a risco, impulsiona preço do petróleo e reforça busca por ouro, dólar, empresas exportadoras e renda fixa pós-fixada

A escalada militar na região levou investidores a reforçar posições em ativos considerados mais seguros, em meio ao risco de alta da inflação e impacto sobre juros globais.

No curto prazo, a possibilidade de interrupção do fluxo por rotas como o Estreito de Ormuz pressiona o preço do barril, elevando a incerteza sobre expectativas econômicas e monetárias internacionais.

Analistas destacam que a profundidade e a duração do conflito vão determinar o tamanho do efeito sobre mercados, inflação e cortes de juros esperados, conforme informação divulgada pelo UOL.

Ativos de refúgio, ouro e moedas fortes

Com a escalada, o ouro voltou a ser buscado como proteção, ganhando força desde 2022 e registrando altas recentes. O texto do UOL lembra que, “Ouro é tradicionalmente considerado porto seguro em tempos de guerra.”

O volume de mercado em contratos também subiu, e, segundo a reportagem, “O contrato futuro para abril para 100 onças troy (3.110,3 gramas) quase dobrou de preço, batendo recorde de cotação, acima de US$ 5,4 mil hoje.” Para o investidor pessoa física, há alternativa via fundos e ETFs, como apontou Rafael Pastorello, do Banco Sofisa, “Para o investidor brasileiro, o ouro pode ser acessado de forma simples via ETFs e fundos.”

Além do metal, moedas de reserva e liquidez, como o dólar, tendem a se valorizar em momentos de crise. Como disse William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, “Tradicionalmente, a tendência é que a gente tenha um aumento da aversão, com investidores mirando para ativos considerados mais seguros, como moedas de refúgio, caso do dólar, franco suíço e iene, além de metais preciosos, como ouro, e títulos de renda fixa de alguns governos, como Treasuries, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos.”

Petróleo, mineradoras e ações ligadas a commodities

A região afetada é importante produtora de petróleo, e o texto destaca que “A região é importante produtora de petróleo, principal fonte de energia do planeta, com um terço da matriz energética global, e ainda a rota por onde passam 20% da oferta diária dessa commodity, e de outras cadeias de produção, como a de fertilizantes e de plásticos.” Essa concentração explica a sensibilidade dos preços às tensões.

No curto prazo, a alta do barril tende a beneficiar empresas do setor, e a reportagem cita opções para investidores, incluindo BDRs e ETFs, como ExxonMobil (EXXO34), Chevron (CHVX34), Ecopetrol (E1CO34) e o iShares GSCI Commodity Dynamic Roll Strategy ETF (BCOM39), além de ações locais como Prio, Petrobras, Brava e PetroReconcavo. Edgar Araújo, da Azumi Investimentos, enfatizou que, “Dentro da Bolsa, ativos ligados a commodities, especialmente petróleo e mineração, tendem a sofrer menos ou até se beneficiar, porque a alta do barril fortalece a receita e o fluxo de caixa dessas companhias.”

Entre produtoras nacionais, a reportagem cita ainda que “Prio, que é 100% petróleo, sem gás, e que não está exposta ao risco de controle de preços da gasolina como a Petrobras.” João Arthur, da Suno Consultoria, aponta que essa característica pode tornar algumas empresas mais atraentes no atual cenário.

Renda fixa pós-fixada e setores sensíveis à inflação

Diante da maior imprevisibilidade, instrumentos de renda fixa que acompanham juros ganharam espaço. Como destaca Bruno Perri, “Na renda fixa, classes de ativos mais conservadoras, como a renda fixa pós-fixada, através do Tesouro Selic ou de CDBs de bons bancos, também são boas alternativas de proteção.”

Analistas lembram que períodos de conflito tendem a trazer pressões inflacionárias e menor crescimento, e Pedro Cutolo, estrategista da ONE Wealth Management, alertou que, “Em geral, períodos de guerra tendem a trazer inflação mais alta, crescimento mais fraco e forte imprevisibilidade, o que representa um desafio para bancos centrais que possuem mandatos duplos, como o americano Federal Reserve, ou balanceados entre atividade e inflação, como ocorre mais recentemente no caso brasileiro.”

Por outro lado, setores dependentes do consumo e do crédito, como varejo e bens de consumo, ficam mais expostos à volatilidade. O agronegócio também pode sofrer, já que o Brasil exporta grãos e proteína animal ao Irã. Conforme a reportagem, “Do lado econômico, o impacto será maior em empresas do agronegócio. O Brasil exporta principalmente grãos para o Irã, como soja e milho. Além disso, o Brasil também é um grande exportador de carne de frango para o Irã, o que pode gerar impacto negativo em empresas como MBRF.” Fernando Siqueira, da Eleven Financial, destacou esse risco.

Como montar proteção prática na carteira

Para proteger carteiras, analistas sugerem combinar exposição a ouro e dólar, posições em empresas exportadoras ou ligadas a commodities, e uma camada conservadora em renda fixa pós-fixada, como Tesouro Selic e CDBs de instituições sólidas. A escolha de instrumentos pode variar conforme o perfil e o horizonte do investidor.

Fundos, ETFs e BDRs aparecem como formas acessíveis para quem busca exposição internacional ou a setores específicos, como petróleo e defesa. A reportagem também aponta oportunidades na indústria de defesa e segurança, que tende a ganhar demanda em momentos de tensão global.

No final, a recomendação recorrente é avaliar a duração e a gravidade do conflito, porque esses fatores determinam se as medidas são temporárias, ou se exigem reposicionamento mais profundo da carteira, conforme informação divulgada pelo UOL.

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