Com a recondução, Kim Jong-un reeleito reafirma liderança e força militar do regime, com destaque para a ‘dissuasão militar’ e apoio declarado de aliados como China e Nicarágua
Kim Jong-un foi reconduzido ao cargo de secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia durante o 9º Congresso realizado em Pyongyang, mantendo-se como líder máximo da Coreia do Norte.
A decisão, anunciada pela agência estatal KCNA, foi aprovada por “unanimidade”, segundo relata a mesma fonte, e segundo o regime demonstra ampla confiança interna na liderança.
O anúncio destacou que, sob o comando de Kim, a “dissuasão militar” do país foi “radicalmente melhorada”, com as forças nucleares como eixo central da estratégia de defesa, conforme informação divulgada pela agência estatal norte-coreana KCNA.
O que disse o partido
A KCNA afirmou que a recondução reafirma a “alta confiança e o sincero apoio” do partido, do “governo” e do “povo” a Kim, usando exatamente essas expressões para justificar a votação.
O evento, que reuniu cerca de 5 mil delegados, ocorre tradicionalmente a cada cinco anos e serviu para consolidar posições internas e para promover a narrativa de unidade em torno do líder.
Reações internacionais
Aliados do regime divulgaram mensagens de felicitações após a reeleição. A agência Xinhua, ligada à China, reportou que Xi Jinping afirmou que a “recondução” demonstra a “alta confiança” do partido e do “povo norte-coreano”, e que Pequim pretende fortalecer as relações bilaterais.
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, e sua esposa, Rosario Murillo, transmitiram a Kim “as mais calorosas e fraternas felicitações” e reafirmaram o “inquebrantável compromisso de seguir estreitando os laços históricos de irmandade revolucionária, solidariedade e cooperação” entre Manágua e Pyongyang.
Contexto e próximos passos
O congresso deve ser finalizado nos próximos dias, e a recondução de Kim, segundo a KCNA, pretende enviar uma mensagem de estabilidade interna e continuidade da política de fortalecimento militar.
Analistas externos consideram que o espetáculo político reforça o posicionamento do regime em meio a tensões regionais e ao aprofundamento da cooperação com aliados, especialmente em temas de segurança e diplomacia.