Manifestação em Brasília clama por liberdade de Bolsonaro e critica judiciário com participação política
Dezenas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram neste domingo (30) em Brasília para um ato público que pedia a liberdade do ex-chefe do Executivo e criticava o que consideram perseguição judicial. A manifestação, organizada pelo movimento Influenciadores do Brasil, ocorreu em frente ao Museu da República e seguiu até a Catedral de Brasília, com a execução do hino nacional como ponto de partida.
O evento, comunicado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), buscou dar visibilidade à causa e foi marcado pela presença de figuras políticas que apoiam Bolsonaro. Os organizadores ressaltaram a importância da mobilização física, contrastando com a ideia de resolver problemas apenas pela internet.
Entre os presentes estava o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), que endossou a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Pollon acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de perseguir o ex-presidente. Em seu discurso, o parlamentar utilizou referências bíblicas para argumentar que a prisão de Bolsonaro foi permitida por Deus para expor supostos abusos do PT, concluindo que “eleição sem Bolsonaro é golpe”.
Presença de políticos e críticas ao STF
A vereadora Flávia Berthier (PL), presidente do PL Mulher no Maranhão, também marcou presença. Berthier, que esteve reunida com Michelle Bolsonaro na véspera, fez questão de retornar à capital federal para participar. Ela enfatizou a necessidade de apoio dos apoiadores a Bolsonaro, declarando “se for só mais um para a rua, eu estou lá com ele.”
Os discursos também abordaram a soltura de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que ocorreu simultaneamente à prisão de Bolsonaro, e a detenção do general Augusto Heleno. Uma frase repetida tanto no evento quanto em materiais de divulgação dizia: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.”
Contexto da prisão de Bolsonaro
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. As acusações incluem organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A Procuradoria-Geral da República aponta que o suposto plano golpista teria ocorrido entre o final de 2022 e 8 de janeiro de 2023, data dos atos na Praça dos Três Poderes.
Chuva atrapalha planos iniciais
Apesar de a proposta inicial dos organizadores ser uma caminhada, a chuva que caiu sobre Brasília neste domingo (30) **atrapalhou os planos**, limitando a mobilização a uma concentração em frente ao Museu da República. Mesmo com as condições climáticas adversas, os apoiadores compareceram para expressar seu descontentamento e pedir a **liberdade de Bolsonaro**.
O movimento Influenciadores do Brasil buscou, com o ato, **dar voz aos apoiadores** e reforçar a importância da participação cívica. A presença de parlamentares e lideranças políticas demonstrou o apoio a **Jair Bolsonaro** e a sintonia com os anseios de parte da população.