Flávio Bolsonaro sinaliza possível candidatura de Michelle ao Senado pelo Distrito Federal, confirma pré-candidaturas de Carlos e Renan em Santa Catarina, e cita estratégia de apoio com o Centrão
Michelle Bolsonaro é apontada por Flávio Bolsonaro como possível candidata ao Senado no Distrito Federal, em movimento que amplia o protagonismo da família nas eleições de 2026.
O anúncio aconteceu em entrevista à rádio, quando o senador e pré-candidato à Presidência comentou também as intenções eleitorais do irmão Carlos Bolsonaro e do vereador Renan Bolsonaro.
As informações foram divulgadas pela imprensa, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.
O que Flávio Bolsonaro disse sobre as pré-candidaturas
Em entrevista ao programa Pânico Jovem Pan, Flávio Bolsonaro afirmou, textualmente, “Vai todo mundo ser pré-candidato a alguma coisa, então o Carlos é pré-candidato a senador lá em Santa Catarina, o Renan é pré-candidato a deputado federal também em Santa Catarina […]. A Michelle, ao que tudo indica, também é pré-candidata a senadora no Distrito Federal, então acho que vai ficar mais ou menos cada um me ajudando dentro da sua”, disse.
No mesmo encontro, ele explicou a lógica familiar e política que enxerga para 2026, com membros do núcleo ocupando posições concorrendo a cargos distintos, buscando reforçar palanques estaduais e federais.
Contexto e relevância do Senado para a direita
Segundo a cobertura, a direita considera as eleições ao Senado especialmente relevantes pela capacidade da Casa de pautar processos como pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
Esse aspecto coloca o Distrito Federal em destaque, pois uma eventual candidatura de Michelle Bolsonaro poderia se somar a uma disputa estratégica que envolve nomes que citam pressões sobre decisões do Supremo, incluindo menções ao ministro Alexandre de Moraes.
Quem ocupa as cadeiras hoje e o mapa de concorrentes no DF
No Distrito Federal, as três cadeiras do Senado são ocupadas por Izalci Lucas, do PL, Leila Barros, do PDT, e Damares Alves, do Republicanos, sendo que Damares permanece no cargo até 2031.
O cenário local já tem movimentação, com o atual governador Ibaneis Rocha declarando que irá buscar uma vaga no Senado, enquanto no PL há a pré-candidatura da deputada federal Bia Kicis. A esquerda aposta na deputada Erika Kokay e no ex-interventor Ricardo Cappelli, do PSB.
Estratégia, articulações e o papel do Centrão
Michelle, que é presidente nacional do PL Mulher, tem percorrido o país em articulações para as chapas estaduais, e sua posição definitiva para 2026 ainda está indefinida.
Flávio também declarou que pretende adotar uma postura pragmática na busca por apoios, inclusive entre partidos do Centrão. Ele afirmou, exatamente, “Não tem nenhum sentido eu dispensar pessoas ou partidos do Centrão que queiram me apoiar porque eu sei que eles também têm esse objetivo maior de olhar para um Brasil diferente”, argumentou.
Líderes como Gilberto Kassab, do PSD, e o senador Ciro Nogueira, do PP, chegaram a declarar abertura para apoiar nomes da direita, em um contexto em que o ex-governador de São Paulo Tarcísio de Freitas recebeu expectativa inicial de apoio, mas o ex-presidente Jair Bolsonaro optou por indicar Flávio como candidato.
Com a movimentação familiar, a possível candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado no DF reforça a estratégia do PL de ampliar presença no Congresso, mudando a geografia da disputa para 2026 e elevando a atenção sobre as composições de bancada e alianças políticas.