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Mulher que chamou Flávio Dino de ‘lixo’ vira ré no STF por injúria, incitação ao crime e atentado à segurança de voo, caso conectado aos inquéritos das Fake News

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Denúncia da PGR foi recebida pelo Supremo, ela responde por injúria, incitação e atentado à segurança do transporte aéreo, processo tramita sob sigilo e tem ligação com inquéritos das Fake News

A enfermeira Maria Shirley Piontkievicz se tornou ré no Supremo Tribunal Federal, após a Procuradoria-Geral da República apresentar denúncia que foi aceita pela Corte.

Ela vai responder por injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança do transporte aéreo, em processo que corre sob sigilo.

O episódio ocorreu em setembro de 2025, durante um voo com saída do Maranhão, segundo documentos citados no processo, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

O episódio no voo

De acordo com os autos, durante a viagem a passageira teria identificado o ministro Flávio Dino e proferido frases direcionadas a ele, como “É o Dino, ele está aqui”, “é um lixo, não vou me calar para esse tipo de gente” e “o avião está contaminado”.

Segundo documento assinado pelo próprio ministro, a passageira ainda tentava se aproximar dele com a intenção de agredi-lo, e buscava incitar outras pessoas presentes no voo.

Versão da defesa

A advogada Joseane Silva afirma que a cliente queria chamar a atenção do ministro para problemas sociais detectados em visita ao Maranhão, mas foi contida pelos seguranças dele.

Na versão da defesa, já em seu assento, a mulher teria apenas manifestado que não gostava do ministro e dito que ele “queria implantar o comunismo no Brasil e que ela não aprecia comunistas”.

A defesa trabalha para anular o recebimento da denúncia, alegando, entre outros pontos, que o ministro Flávio Dino, embora tenha declarado impedimento posteriormente, chegou a votar a favor da abertura da ação.

Tramitação no STF e implicações jurídicas

O processo tramita na primeira turma do STF, presidida pelo próprio Flávio Dino, o que, segundo a defesa, reduz possibilidades de recurso e limita instrumentos de defesa, por tratar-se de caso envolvendo pessoa sem foro por prerrogativa de função.

Segundo a PGR, a análise do caso pelo Supremo não violaria o princípio do juiz natural, porque haveria conexão com investigações já em curso, e por isso a competência da Corte estaria justificada.

Conexão com inquéritos das Fake News

Maria Shirley foi incluída nos inquéritos das Fake News e das Milícias Digitais, relatados pelo ministro Alexandre de Moraes.

Esses inquéritos, relatados pelo ministro Alexandre de Moraes, estão abertos há cerca de cinco anos, período superior ao previsto inicialmente, segundo a reportagem.

A Gazeta do Povo já mostrou como o inquérito das Fake News tem sido utilizado como instrumento de censura.

O artigo 43 estabelece que a própria Corte pode instaurar inquéritos em casos de ataques às suas dependências físicas, e juristas questionam a ampliação dessa interpretação para incluir toda a internet, o que teria permitido conexões amplas com críticas feitas a ministros.

O caso seguirá em sigilo no STF, e a defesa promete recursos e alegações sobre irregularidades na tramitação, enquanto a PGR sustenta a correlação entre os fatos do voo e as investigações mais amplas sobre desinformação e milícias digitais.

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