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Parlamentares voltam a Brasília e anunciam pedido de impeachment de Alexandre de Moraes após suspeitas no caso Banco Master e R$ 12,2 bilhões em títulos falsos

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Parlamentares informam que desafiam o recesso e buscam assinaturas para instaurar investigação sobre suposto contrato da esposa de Moraes com o Banco Master

Um grupo de deputados da oposição desembarcou em Brasília nesta segunda-feira, 29, com a intenção de dar andamento a um pedido de impeachment e a uma CPI relacionada ao caso da liquidação do Banco Master.

Os parlamentares, entre eles Carlos Jordy, do PL do Rio de Janeiro, e Marcel van Hattem, do Novo do Rio Grande do Sul, afirmaram que não respeitarão o recesso da Câmara, que começou no dia 19, para coletar assinaturas e protocolar o pedido.

Segundo mensagens publicadas nas redes sociais pelos deputados, o movimento conta com pelo menos 50 outros parlamentares e já reuniria 150 assinaturas para a instalação de uma CPI, faltando poucas adesões para iniciar os trabalhos, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

A articulação em Brasília

Os deputados dizem ter voltado à capital com o objetivo de reunir apoios e protocolar o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes, além de instalar uma comissão parlamentar para apurar as suspeitas.

Carlos Jordy declarou, em sua rede X, “Hoje vamos protocolar o pedido de impeachment, interrompendo o recesso, para acabar com essa sacanagem e dar uma resposta à população”, e afirmou dispor das assinaturas necessárias para a CPI.

As suspeitas e os números do caso

No centro das investigações está a Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que apontou operações suspeitas avaliadas em R$ 12,2 bilhões em títulos falsos ligados à venda do Banco Master para o BRB.

O banco foi liquidado pelo Banco Central em novembro, e o controlador Daniel Vorcaro chegou a ser preso e solto 11 dias depois. A apuração também aponta que o Banco Master patrocinou ao menos seis eventos no Brasil e no exterior com a presença de ministros do STF e de autoridades.

Reações no Supremo e no Ministério Público

Ministros como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes foram citados em relação à participação em eventos patrocinados pelo banco, e Toffoli virou alvo de críticas ao assumir a relatoria do caso no STF pouco depois da prisão de Vorcaro.

Toffoli marcou um procedimento de acareação para esta terça, apesar de a Procuradoria-Geral da República ter pedido o cancelamento, e determinou sigilo máximo sobre o processo por envolver dados sensíveis do sistema financeiro.

Próximos passos e implicações políticas

Se a bancada conseguir as assinaturas restantes, a CPI pode ser instalada mesmo com a Casa em recesso, o que provocaria nova tensão entre o Congresso e o Judiciário, e elevaria a pressão sobre o STF.

O desfecho dependerá da movimentação dos parlamentares na Câmara, das decisões internas do STF sobre o caso e das próximas etapas da investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

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