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Pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro, defesa alega comorbidades e risco de pneumonia, médicos relatam três procedimentos no diafragma e internação desde 24 de dezembro

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Defesa protocola pedido de prisão domiciliar Bolsonaro ao STF, citando idade, comorbidades e risco de pneumonia broncoaspirativa, insuficiência respiratória e AVC

A defesa do ex-presidente apresentou um pedido para que ele cumpra pena em regime domiciliar, alegando problemas de saúde que justificariam a mudança, incluindo riscos respiratórios e neurológicos.

O pedido foi protocolado na tarde desta quarta-feira (31), e argumenta que a condição clínica de Bolsonaro exige medidas menos gravosas do que a permanência na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

O ex-presidente Jair Bolsonaro está internado em Brasília desde o último dia 24, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

O pedido da defesa e o argumento médico

A petição traz uma justificativa médica direta, com a seguinte passagem citada textualmente, “Considerando a idade do paciente e as comorbidades conhecidas e documentadas, salientamos que a não adoção das medidas relacionadas ou o agravamento das condições clínicas descritas poderá causar o risco de incidência de sérias complicações”, e pede a concessão de prisão domiciliar Bolsonaro com base nessas condições.

Segundo a peça apresentada pelos advogados, a mudança para o regime domiciliar visa reduzir riscos como pneumonia broncoaspirativa, insuficiência respiratória e acidente vascular cerebral, apontados como possibilidades se a situação clínica se agravar.

Estado de saúde e procedimentos realizados

Da avaliação médica divulgada, os profissionais informaram dificuldades em controlar crises de soluço, e relataram tentativas de intervenção no nervo que controla o diafragma.

Conforme os médicos Cláudio Birolini e Brasil Caiado, “não ter conseguido interromper as crises de soluço do ex-presidente, apesar de terem realizado três procedimentos de paralisação temporária do nervo frênico, que controla o diafragma. Eles também disseram que Bolsonaro tem esofagite, está tomando antidepressivos e precisará usar uma máscara para amenizar a apneia do sono.”, informações que reforçam o pedido da defesa por cuidados mais próximos e estáveis fora da unidade da Polícia Federal.

Precedente judicial e próximos passos

O pedido ao Supremo Tribunal Federal será analisado pela corte, que já concedeu medida semelhante no fim de dezembro. Em 22 de dezembro, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar ao general Augusto Heleno, que, assim como Bolsonaro, cumpre pena por envolvimento no suposto golpe de Estado em 2022, e Heleno sofre da doença de Alzheimer.

Com a petição protocolada nesta quarta-feira, a expectativa é que o STF avalie fundamentos médicos e jurídicos antes de decidir sobre a eventual concessão da prisão domiciliar Bolsonaro, a data e o tempo da análise não foram informados pela defesa até o momento.

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