O Perdão Presidencial que Abriu o Vaso de Pandora em Brasília
Um cenário inimaginável se desdobrou em 1º de dezembro de 2025, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o perdão presidencial pleno a seu ex-arquirrival, Jair Messias Bolsonaro. A decisão, descrita como um ato de “muita reflexão”, pegou de surpresa autoridades, aliados e opositores, gerando um turbilhão de especulações e reações.
A notícia se espalhou como rastilho de pólvora, provocando espanto e incredulidade em diversos setores. Enquanto alguns cogitavam problemas de saúde do presidente, outros viam no ato um movimento político de grande magnitude. A esquerda reagiu com indignação, ameaçando impeachment, enquanto a direita já vislumbrava novas estratégias para o futuro.
“Quem manda no Brasil sou eu e pra mim chega. Chega de maldade com o Bolsonaro. Eu, que já fui preso, sei o que ele tá passando. E se for pra entrar pra história deste país, que seja como o presidente que acabou com a fome e ganhou o Nobel da Paz, e não como o presidente que deixou o antecessor definhar na cadeia. Por isso, depois de muito refletir ca Chassa, minha assessora para decisões especiais, resolvi, no dia de hoje, conceder a Jair Messias Bolsonaro o perdão presidencial pleno. Avoa, Bolsonaro. Avoa!”, declarou Lula em pronunciamento oficial.
A decisão presidencial, conforme noticiado, foi recebida com perplexidade por figuras proeminentes da política brasileira. O jornalista Paulo Polzonoff Jr., em seu relato, descreve o caos e a confusão gerados pelo anúncio.
Reações da Esquerda: Choque e Reviravolta Política
O anúncio do perdão a Bolsonaro provocou uma onda de choque na esquerda. Deputados como Lindbergh Farias e Randolfe Rodrigues anunciaram a intenção de pedir o impeachment de Lula. André Janones, conhecido por sua atuação na esfera digital, surpreendeu ao afirmar que “A Lava Jato é que tava certa. Nunca critiquei”.
A ex-deputada Maria do Rosário expressou sua revolta, dizendo: “Eu não me preparei toda, não ajeitei o cabelo, não fiz as unhas, não me maquiei lindamente… pra isso”. Guilherme Boulos, visivelmente abalado, declarou: “Fomos traídos pelo Lula. De novo”. Gleisi Hoffmann, por sua vez, teria desmaiado ao receber a notícia.
Contudo, nem toda a esquerda compartilhou da mesma indignação. O ex-deputado José Dirceu viu no ato a “coroação de Lula como Imperador do Brasil” e provocou, questionando como a extrema direita reagiria agora. O chanceler Mauro Vieira e o ministro Fernando Haddad também elogiaram a decisão, com Haddad afirmando que “o Lula está certo”.
O Supremo Tribunal Federal em Pânico e a Imprensa em Colapso
No Supremo Tribunal Federal (STF), o clima era de completo desconcerto. Figuras como Flávio Dino e Dias Toffoli foram descritos como abatidos, enquanto Gilmar Mendes parecia reagir com risadas. Alexandre de Moraes, que atuou firmemente contra Bolsonaro e seus apoiadores, encontrava-se em estado de profundo desorientamento.
O jornalista descreve Moraes pesquisando “Países sem tratado de extradição com o Brasil”, indicando uma possível fuga ou recalcular de estratégia. A imprensa, por sua vez, mergulhou em um frenesi de interpretações contraditórias. Manchetes como a do UOL, “perdão de Lula obriga Bolsonaro a viver sob o peso da gratidão ao petista”, ilustram o desconforto geral.
Reinaldo Azevedo, conhecido por suas análises políticas, elogiou a atitude de Lula, sugerindo um Nobel da Paz para o presidente e passando a tratar Bolsonaro com um novo tom de respeito. A direita e influenciadores digitais reagiram com teorias conspiratórias e vídeos dramáticos, como o de Nikolas Ferreira, que supostamente “quebrou a Internet” com sua reação.
A Reação de Bolsonaro e a Surpreendente Declaração de Janja
Jair Bolsonaro, segundo o relato, ficou paralisado diante da notícia, chegando a considerar a rejeição do perdão. No entanto, a ficha começou a cair, e ele se imaginou presenteando Lula com sua famosa medalha dos 4Is. Houve até a especulação de que Bolsonaro cogitou convidar Lula para ser seu vice em 2026.
A primeira-dama, Janja, anunciou o lançamento do festival cultural “PerdãoPalooza”, com shows de Caetano Veloso e Maria Bethânia. Ela também informou que a cela onde Bolsonaro ficou preso seria “ressignificada como Espaço de Reflexão Democrática”. A declaração de Janja gerou reações imediatas, com bloqueios em redes sociais.
O Cronista e o Fim do Delírio
O jornalista Paulo Polzonoff Jr. encerra sua crônica expressando felicidade ao chegar ao fim de seu “delírio”, descrevendo o texto como uma sátira para aqueles que “entender e rir e, por uns instantes, se permitir imaginar tudo isso acontecendo”. Ele também comenta que algumas pessoas lerão apenas o título, interpretando o texto de formas opostas, e que outros o acusarão de irresponsabilidade.
Polzonoff Jr., jornalista, crítico literário, escritor e tradutor, é autor de diversas obras e colabora com a Gazeta do Povo, onde seus textos não necessariamente refletem a opinião do veículo. A matéria, de cunho puramente ficcional e satírico, explora um cenário hipotético e as reações que ele poderia gerar.