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Petro convoca atos por soberania após novas ameaças de Trump, mobilização em Bogotá e outras cidades contra ingerência e em defesa da democracia

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Convocação marcada para 7 de junho, com concentração principal na Plaza de Bolívar às 16h, em resposta a declarações de Donald Trump e à operação dos EUA na Venezuela

O presidente Gustavo Petro convocou apoiadores para atos nesta quarta-feira, dia 7, em Bogotá e em outras cidades, em uma resposta pública às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O chamado foi anunciado como uma manifestação “pela soberania e pela democracia”, com concentração prevista para as 16h, tendo a Plaza de Bolívar como palco principal, onde Petro fará um discurso.

As mobilizações ocorrem em meio ao agravamento das tensões diplomáticas após a operação militar americana na Venezuela, que levou à captura do ditador Nicolás Maduro, e às declarações recentes do governo dos EUA, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

Convocação, horário e local

Segundo informações do governo colombiano, as manifestações estão previstas para as 16h, e a Plaza de Bolívar em Bogotá será o ponto central, com atos também em capitais regionais.

Em publicações nas redes sociais, Petro incentivou a participação popular como forma de reação às que classificou de “ameaças externas ao país”, pedindo presença nas ruas.

Discursos e mensagens-chave

No chamado oficial, Petro afirmou em suas redes que “A soberania se defende com a vida, e aqui estamos sendo ameaçados, e a Colômbia não se ameaça. Não nos deixamos comprar, não estamos à venda”, uma das frases mais destacadas da convocatória.

A postura do presidente reforça a narrativa de resistência à intervenção externa e a defesa da autonomia colombiana frente à escalada recente de eventos na região.

Contexto diplomático e reação ao episódio na Venezuela

As manifestações acontecem quatro dias após a operação militar dos Estados Unidos em Caracas, que resultou na prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, episódio criticado oficialmente por Bogotá.

A ministra das Relações Exteriores, Rosa Villavicencio, declarou que o governo avalia que a conjuntura após a intervenção dos EUA tem implicações diretas para toda a região, e que “Como governo, temos consciência de que, nesta situação, estamos colocando em jogo a paz no mundo”.

Declarações de Donald Trump e escalada verbal

Em declarações a jornalistas no fim de semana, Donald Trump disse que a Colômbia está “muito doente” e criticou diretamente o governo Petro, afirmando que o país é “governado por um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”, acrescentando que isso “não vai durar muito tempo”.

Questionado se tais declarações poderiam indicar uma ação semelhante à realizada na Venezuela, Trump respondeu, “Para mim, isso soa bem”, frase que aumentou a tensão entre Bogotá e Washington e motivou a convocação por soberania.

As próximas horas devem mostrar a adesão popular e a repercussão internacional das mobilizações, em um momento em que o debate sobre intervenção, segurança regional e autonomia estatal ganha destaque nas agendas dos governos envolvidos.

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