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PGR se manifesta contra pedido de soltura de Filipe Martins, cita acesso ao LinkedIn como descumprimento e defende manutenção da prisão preventiva

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Procuradoria, por meio de Paulo Gonet, afirma que não há “fatos novos” que justifiquem revogação da prisão de Filipe Martins, e aponta descumprimento de proibição ao LinkedIn

Filipe Martins segue preso e a Procuradoria-Geral da República se manifestou contra o pedido de soltura apresentado pela defesa.

No parecer, o procurador-geral, Paulo Gonet, sustenta que não existem “fatos novos” capazes de alterar a decisão que manteve a prisão preventiva.

O posicionamento foi enviado em resposta a um prazo dado pelo ministro Alexandre de Moraes, e detalha motivos que, segundo a PGR, impedem medidas alternativas à prisão, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

Argumento central da PGR

A Procuradoria afirma que Martins descumpriu medidas cautelares ao acessar a rede social LinkedIn, apesar da proibição de usar redes sociais de forma direta ou indireta.

No parecer, Gonet escreve que “No presente caso, a postura do réu demonstra desdém pelas determinações judiciais e a ineficácia das medidas alternativas menos gravosas, restando a segregação cautelar como meio idôneo para assegurar a aplicação da lei penal e a disciplina do processo”.

O procurador-geral também afirma que “Dada a permanência dos motivos que fundamentaram a decretação da prisão preventiva e a inexistência de fatos novos que alterem o quadro fático-probatório, não há que se cogitar de sua revogação ou relaxamento”.

Acusações sobre o acesso ao LinkedIn

A suposta violação das medidas cautelares foi apontada pela Polícia Federal, após denúncia feita por um coronel da Aeronáutica, segundo a reportagem.

De acordo com a Polícia Federal, Martins teria acessado o LinkedIn, o que seria vedado pela decisão judicial que restringe o uso de redes sociais.

Martins foi preso provisoriamente no dia 2 de janeiro, após cumprir regime domiciliar por condenação a 21 anos de prisão, por participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Posição da defesa e próximos passos

O advogado de defesa, Jeffrey Chiquini, criticou o parecer da PGR e afirmou que documentos da Microsoft e do LinkedIn comprovariam que Martins não acessou a rede no dia indicado.

Em publicação, Chiquini escreveu, “Gonet deveria pedir para Moraes incluir a Microsoft e o LinkedIn no inquérito das Fake News. Nos deram um relatório afirmando que Filipe Martins não acessou a rede no dia em que Moraes diz que ele acessou. É um absurdo a Microsoft e o LinkedIn discordarem do imperador do Brasil. Isso é um ataque à soberania do STF. Quem a Microsoft pensa que é para produzir uma prova contrária à convicção de Moraes?”.

No dia 22, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes concedeu prazo de 15 dias para que a PGR se manifestasse sobre o pedido de soltura da defesa.

Com o envio do parecer neste sábado, caberá agora ao relator do caso decidir se mantém ou não a prisão preventiva de Filipe Martins.

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