Investimento amplia segurança e logística nas rodovias do oeste e sudoeste do Paraná, com duplicações, contornos urbanos e modernização de trechos estratégicos
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, aprovou financiamento de R$ 9,2 bilhões para obras em rodovias do oeste e sudoeste do Paraná.
O aporte vai viabilizar intervenções em 662 quilômetros de rodovias federais e estaduais sob responsabilidade da concessionária EPR Iguaçu S.A., incluindo trechos da BR-163.
O pacote prevê obras, cronograma e medidas de operação que prometem melhorar o escoamento da produção agrícola rumo ao Porto de Paranaguá, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.
Como será o financiamento e o montante total
Do total aprovado, R$ 8,6 bilhões serão captados por meio de debêntures incentivadas, instrumentos que financiam projetos de infraestrutura com isenção de imposto de renda para pessoas físicas.
Outros R$ 605 milhões virão da linha Finem, modalidade de crédito do BNDES para empreendimentos de maior porte.
Somados aos aportes próprios da concessionária, os investimentos via BNDES chegam a R$ 12,7 bilhões até 2034, com expectativa de geração de mais de 25 mil empregos diretos e indiretos.
Principais obras previstas e trechos priorizados
O projeto contempla a duplicação de 462,4 quilômetros, ampliação de capacidade e modernização de traçados, além da implantação de dois novos contornos urbanos, em Lindoeste e Marmeleiro.
Também estão previstas áreas de escape, viadutos, 31,4 quilômetros de faixas adicionais e 87,1 quilômetros de vias marginais, além de passarelas, melhorias de acessos, pontos de ônibus e ciclovias.
As primeiras frentes de obras priorizam a duplicação de segmentos da BR-277, em Guarapuava e São Miguel do Iguaçu, da PR-280, em Pato Branco, e da PR-158, entre Pato Branco e Vitorino.
Cronograma e entregas previstas
Conforme o contrato de concessão, as principais intervenções estruturantes devem ocorrer entre o terceiro e o nono ano de vigência do contrato.
O contorno de Lindoeste tem entrega estimada para o quarto ano da concessão, enquanto o de Marmeleiro está projetado para o quinto ano.
Segundo a concessionária, o financiamento aprovado não altera o cronograma nem as obrigações estabelecidas no capex regulatório, preservando o equilíbrio econômico-financeiro previsto no contrato.
Segurança, operação e monitoramento durante o ciclo de obras
Além das obras, o pacote prevê dispositivos para contenção de produtos perigosos, barreiras acústicas e passagens de fauna, com objetivo de elevar os padrões de segurança e fluidez nas rodovias do oeste e sudoeste do Paraná.
Enquanto as obras avançam, a concessionária manterá a operação dos serviços de atendimento ao usuário, com bases operacionais ao longo do trecho, ambulâncias de resgate e UTI móvel, guinchos leves e pesados, caminhões-pipa e viaturas de inspeção.
O monitoramento será realizado por meio de um Centro de Controle Operacional, com sistemas de controle de tráfego, painéis de mensagem variável e sensores meteorológicos, para dar suporte à circulação e à segurança dos usuários.