Diosdado Cabello afirma que o governo trabalhará de forma permanente para resgatar Maduro, preso pelos Estados Unidos em operação em Caracas no dia 3, e anuncia reforço da segurança interna
O número 2 do chavismo, Diosdado Cabello, declarou nesta sexta-feira que o regime venezuelano não vai poupar esforços para garantir o retorno do presidente preso.
Segundo Cabello, a ação é uma prioridade do governo e segue em sintonia com a ditadora interina, Delcy Rodríguez, que assumiu o comando do regime após a captura de Nicolás Maduro.
O ministro do Interior afirmou que a retomada do líder é buscada de maneira contínua, e que o Executivo classificou a detenção como um “sequestro”, conforme as declarações divulgadas à imprensa, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.
O discurso de Cabello
Cabello, apresentado como ministro do Interior e número 2 do chavismo, disse que a ditadura “não vai descansar” até conseguir a libertação e o retorno de Nicolás Maduro.
Ele afirmou ainda que o compromisso do regime é trabalhar de “forma permanente” pelo retorno do líder, em resposta à operação que levou à detenção de Maduro, atribuída aos Estados Unidos.
Acusações e narrativa oficial
O governo venezuelano classifica a ação que retirou Maduro do país como um “sequestro“, termo repetido por membros do comando chavista para descrever a intervenção estrangeira.
Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente, já havia dito que ela não “descansaria um minuto” até ter Maduro de volta ao país, reafirmando a posição pública de resistência do regime.
Medidas internas e reforço da segurança
No mesmo evento em que falou sobre a busca por Maduro, Cabello participou da entrega de veículos e equipamentos às forças policiais locais.
Ele anunciou também a instalação de um sistema de câmeras de vigilância nas ruas, como parte do reforço da segurança interna em meio ao atual cenário de instabilidade política.
Contexto da captura e desdobramentos
Maduro foi capturado pelos Estados Unidos durante uma operação em Caracas no último dia 3, informação que motivou mudanças imediatas na liderança do regime e uma escalada retórica contra Washington.
O pronunciamento de Cabello demonstra a tentativa do chavismo de consolidar uma narrativa unificada e de mobilizar recursos internos para pressionar pelo retorno de Maduro, enquanto as tensões diplomáticas e políticas seguem em alta.