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Renda Baixa, Alta Prosperidade: Brasileiros de até 2 Salários Mínimos se Sentem Mais Felizes e Realizados que Ricos

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Brasileiros de menor renda se percebem com mais prosperidade do que os mais ricos, aponta estudo inovador

A busca pela prosperidade é um anseio universal, mas a forma como ela é percebida no Brasil surpreende. Uma pesquisa recente aponta que a sensação de ter uma vida próspera está mais ligada à satisfação pessoal e à qualidade de vida do que à própria renda. Inclusive, aqueles com rendimentos mais baixos tendem a se sentir mais prósperos.

O estudo, realizado pelo Sicredi em parceria com o Instituto Datafolha, detalha as diversas dimensões que compõem a percepção de prosperidade entre os brasileiros. Os resultados desafiam a noção comum de que o dinheiro é o principal motor da felicidade e realização.

Esses achados foram apresentados em São Paulo e trazem um novo olhar sobre o bem-estar financeiro e pessoal no país. A pesquisa “O que é prosperidade para o brasileiro” ouviu milhares de pessoas para entender o que realmente significa ter uma vida plena.

Prosperidade: Um Conceito Multifacetado Vai Além do Bolso

A pesquisa revela que, para os brasileiros, prosperidade é um conceito que abrange muito mais do que apenas a dimensão econômica. Fatores como qualidade de vida, bem-estar emocional, vínculos sociais e um forte propósito de vida pesam significativamente mais na autopercepção de uma vida próspera.

Um dado surpreendente é que, entre aqueles que ganham até dois salários mínimos, 46% se consideram altamente prósperos. Essa proporção é consideravelmente maior do que a observada entre pessoas com rendas mais elevadas, onde apenas 32% dos que ganham acima de 10 salários mínimos compartilham dessa mesma percepção de alta prosperidade.

Paulo Alves, gerente de pesquisa de mercado do Datafolha, explica que a prosperidade é subjetiva e varia de pessoa para pessoa. Ele ressalta que, embora a renda seja um caminho, ela não é o principal fator determinante para se sentir próspero, pois outros aspectos são cruciais.

Dimensões da Prosperidade: O Poder do Bem-Estar Psicológico e Espiritual

O estudo identificou quatro dimensões principais que compõem a prosperidade: econômica, psicológica, espiritual e social. A dimensão econômica, embora importante com 39% de peso, é superada pela soma dos aspectos psicológicos (26%) e espirituais com propósito de vida (21%).

Dentro da esfera econômica, o que mais contribui para a sensação de prosperidade é trabalhar com algo que traga satisfação, citado por 16% dos entrevistados. Ter qualidade de vida e acesso a tecnologia e ferramentas também aparece com força, com 15%.

Por outro lado, a aquisição de bens, o empreendedorismo e a estabilidade financeira aparecem com menor peso na percepção de prosperidade, com 4% e 3%, respectivamente. Isso reforça a ideia de que a felicidade não está atrelada apenas ao acúmulo de patrimônio.

Quem se Sente Mais Próspero no Brasil?

A pesquisa também trouxe insights interessantes sobre os grupos que mais se percebem prósperos. As mulheres, em geral, se sentem mais prósperas do que os homens. Da mesma forma, idosos relatam uma sensação de prosperidade maior em comparação com pessoas abaixo de 60 anos.

Um ponto relevante é a crença no próprio esforço como motor da prosperidade. A maioria dos brasileiros, 66%, acredita que o sucesso depende de seu próprio empenho, enquanto apenas 34% confiam que as coisas acontecerão naturalmente. Isso demonstra uma forte inclinação para a proatividade.

Metodologia da Pesquisa: Um Olhar Profundo sobre o Conceito Brasileiro

A pesquisa “O que é prosperidade para o brasileiro” foi conduzida em duas fases distintas para garantir profundidade e abrangência. Inicialmente, uma fase qualitativa envolveu pesquisa teórica e grupos focais em todas as regiões do Brasil, abrangendo diferentes classes sociais (A, B e C).

Essa etapa inicial foi fundamental para entender como os brasileiros definem e vivenciam o conceito de prosperidade em suas vidas. Os insights coletados orientaram a segunda fase, quantitativa, que ouviu 2.003 pessoas em 113 cidades de 25 estados, entre os dias 8 e 17 de setembro de 2025.

Com uma margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, o levantamento abrangeu homens e mulheres a partir de 16 anos, oferecendo um panorama detalhado e confiável sobre a percepção de prosperidade no país.

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