Salário mínimo 2026, novo piso de R$ 1.621 entra em vigor em janeiro, reajuste de 6,79%, entenda como INPC e crescimento do PIB definiram o valor final
O governo anunciou o novo valor do piso nacional para 2026, que impacta aposentados, trabalhadores formais e benefícios atrelados ao mínimo.
O reajuste foi definido após a divulgação dos dados oficiais de inflação, e passa a valer a partir de janeiro, com pagamentos já neste mês.
Nas linhas a seguir explicamos quanto muda no bolso, como foi feito o cálculo e por que o valor ficou abaixo de previsões anteriores.
conforme informação divulgada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento
Quanto muda no seu bolso
O salário mínimo subiu, o salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026, o que significa um aumento de R$ 103 em relação aos atuais R$ 1.518.
O reajuste do salário mínimo em 2026 foi de 6,79%, e o novo valor passou a valer em janeiro e será recebido pelos trabalhadores a partir deste mês.
Como foi calculado o reajuste
O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou o novo valor após divulgação dos dados de inflação.
O cálculo considera o INPC acumulado em 12 meses até novembro, somado ao crescimento do PIB de dois anos antes, com limite de 2,5 pontos percentuais acima da inflação.
O INPC, índice que mede a inflação para famílias de baixa renda, ficou em 0,03% em novembro. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 4,18%.
Comparação com previsões e impacto no Orçamento
O valor final ficou abaixo do que o governo estimava para o Orçamento de 2026.
No início do ano, a previsão era de R$ 1.630, na aprovação do Orçamento, de R$ 1.627. O valor oficial foi fechado em R$ 1.621 por causa da inflação menor do que o previsto.
Essa diferença é resultado da desaceleração da inflação nos últimos meses, e do uso do INPC mais o componente do PIB, além do teto aplicado pelo governo para não pressionar demais as contas públicas.
O que muda na prática
Com o novo piso, pagamentos e benefícios atrelados ao salário mínimo terão reajuste conforme o novo valor.
Quem recebe o mínimo terá um acréscimo direto de R$ 103 na renda mensal, e empresas e governo ajustarão suas obrigações trabalhistas e sociais à nova base.
Com informações de reportagens publicadas em 19/12.