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Senadores pedem quebra de sigilo bancário da esposa de Moraes, Viviane Barci, após contrato de R$ 129 milhões entre Banco Master e escritório de advocacia

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Requerimento na CPI do Crime Organizado solicita investigação detalhada das contas e declarações fiscais de Viviane Barci de Moraes, abrangendo 1º de janeiro de 2024 a 1º de janeiro de 2026

Dois senadores apresentaram pedido formal para a quebra de sigilo bancário da esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, visando apurar possíveis vínculos financeiros entre ela e o Banco Master.

O requerimento foi protocolado na Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado por Eduardo Girão e Magno Malta, e pede documentos e extratos relativos ao período definido no pedido.

O teor do pedido, as alegações sobre um contrato milionário e as respostas iniciais de órgãos consultados foram divulgados pela imprensa, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

O que motivou o pedido

Os senadores afirmam haver indícios de que o Banco Master teria se beneficiado de “interlocuções informais” e da “influência de altas autoridades dos três Poderes da República para a obtenção de vantagens indevidas”, por isso solicitaram a quebra de sigilo bancário da esposa de Moraes como medida para clarear possíveis vínculos econômicos.

No requerimento é citado um contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane, que previa o pagamento de R$ 129 milhões em três anos para a defesa da instituição em casos perante o Banco Central, a Receita Federal, o Congresso Nacional e outros órgãos.

Alcance e documentos solicitados

O pedido abrange o período de 1º de janeiro de 2024 a 1º de janeiro de 2026 e inclui, segundo o texto da CPI, todas as contas de depósitos, poupança, investimentos e outros bens em instituições financeiras.

Na esfera fiscal, os senadores pedem um dossiê integrado contendo declarações de Imposto de Renda, operações com cartões de crédito e informações sobre atividades imobiliárias e movimentações financeiras, citando especificamente DIRPF, DECRED, DIMOB/DOI e DIMOF.

Posição dos órgãos consultados

Girão relatou que o gabinete enviou ofícios a diversos órgãos sobre eventual atuação de Viviane em casos envolvendo o Master, e que em respostas as instituições afirmaram que, “em nenhum momento houve a participação da Sra. Viviane Barci de Moraes” junto a eles em defesa do banco.

Os autores do requerimento sustentam que a medida não tem caráter punitivo nem acusatório, ela serve para identificar “possíveis vínculos econômicos relevantes que possam indicar a existência de esquemas estruturados de favorecimento indevido, tráfico de influência ou ocultação de ilícitos”.

Repercussão e próximos passos

Girão e Malta também argumentam que a investigação sobre o Master aponta para um “padrão que se assemelha ao modus operandi típico de organizações criminosas de colarinho branco, marcadas pela sofisticação, pela opacidade e pelo uso estratégico de influência institucional”.

O requerimento aguarda deliberação pela CPI do Crime Organizado, e caso aprovado, a comissão poderá acessar os dados solicitados para análise detalhada.

Como destacam os autores do pedido, “A República não se sustenta sobre relações pessoais, cargos ou sobrenomes, mas sobre transparência, legalidade e igualdade perante a lei”, frase constante no próprio requerimento apresentado à comissão.

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