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Surto de gripe aviária em Ranchos, Argentina: aves comerciais afetadas, Senasa interdita granja e suspende exportações, risco à retomada das vendas à União Europeia em 1º de março de 2026

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Senasa confirma foco de gripe aviária em reprodutores, cria zona de controle sanitário de 3 km e área de vigilância de 7 km, despovoamento e abate sanitário serão realizados

Um novo surto de gripe aviária foi detectado em aves de produção comercial na localidade de Ranchos, na província de Buenos Aires, na Argentina.

O diagnóstico ocorreu após a notificação de sinais clínicos compatíveis com a doença e elevada mortandade em um estabelecimento de linhagem genética de reprodutores.

As medidas de contenção foram imediatamente acionadas pelas autoridades sanitárias, conforme informação divulgada pela Agência Estadão.

Diagnóstico e ações imediatas

Os exames que confirmaram o caso foram validados pelo Laboratório Oficial em Martínez, e a propriedade foi interditada.

O Senasa, Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar, ativou seu plano de contingência, estabelecendo a interdição imediata da granja, e a criação de uma zona de controle sanitário de 3 km, além de uma área de vigilância de 7 km para monitoramento e rastreamento epidemiológico.

Agentes oficiais supervisionarão o despovoamento e o abate sanitário das aves, seguidos pela desinfecção rigorosa do local para contenção do vírus.

Impacto nas exportações e relação com a União Europeia

O foco surge semanas após o anúncio de que a União Europeia autorizaria a retomada das importações de carne de aves argentina a partir de 1º de março de 2026, depois que o país havia recuperado seu status sanitário.

Em virtude do novo foco, o Senasa informou que notificará oficialmente a OMSA, Organização Mundial de Saúde Animal, e suspenderá temporariamente as exportações para países que exigem o status de nação livre.

Entretanto, a Argentina poderá continuar comercializando com mercados que aceitam a estratégia de zoneamento e compartimentos livres de IAAP, gripe aviária de alta patogenicidade.

O que muda para o consumo interno e prazos para recuperação do status

O consumo interno não será prejudicado, pois, segundo as autoridades, a gripe aviária não é transmitida pela ingestão de carne de aves ou ovos.

Se não surgirem novos surtos, a Argentina poderá pleitear novamente a condição de país livre 28 dias após a conclusão das tarefas de sacrifício e limpeza.

Contexto regional e antecedentes

Argentina havia se autodeclarado livre da doença em outubro de 2025, após o encerramento de um surto anterior registrado em Los Toldos.

Em escala regional, em maio do ano passado, foi detectado no Brasil o primeiro foco da doença em uma granja comercial, em Montenegro, na região metropolitana de Porto Alegre, o que provocou a suspensão das exportações da carne de frango para uma série de países, e em junho o Brasil se declarou livre da gripe aviária, gerando a reabertura de mercados.

As medidas na Argentina, incluindo controle por zona, despovoamento, abate sanitário e desinfecção, visam conter o avanço do vírus e recuperar o status sanitário que permite a retomada das exportações.

Informações citadas, conforme informação divulgada pela Agência Estadão.

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