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Toffoli prorroga investigação do Banco Master por 60 dias, atende pedido da PF após reviravoltas em decisões e nova fase da Operação Compliance Zero

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Ministro Dias Toffoli autoriza nova prorrogação de 60 dias para apurar irregularidades no Banco Master, após pedido da Polícia Federal e revisões sobre prazos e provas

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a prorrogação por mais 60 dias das investigações sobre o Banco Master. A decisão atende a um pedido formal da Polícia Federal, que conduz o inquérito.

Na mesma semana, Toffoli alterou prazos e definições sobre o acesso às provas, com mudanças em decisões tomadas em curto intervalo de tempo. A medida amplia o prazo para apuração de fatos relacionados à operação.

Os detalhes sobre a prorrogação e o contexto da investigação foram divulgados pela corte e pela autoridade policial, conforme informações divulgadas pelo STF e pela Polícia Federal.

Prorrogação e fundamentação da decisão

Em despacho, Toffoli registrou o pedido da autoridade policial e deferiu a extensão do prazo. Na decisão o ministro escreveu, de forma literal, “Trata-se de manifestação da autoridade policial, requerendo nova prorrogação do prazo para conclusão das investigações por mais 60 (sessenta) dias. Posto isso, considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas”, escreveu.

A prorrogação foi autorizada nesta sexta-feira, dia 16, e visa garantir tempo para novas diligências e colheita de provas no âmbito das apurações relacionadas ao Banco Master.

Contexto da Operação Compliance Zero e fatos anteriores

A investigação integra a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal com foco em suposta emissão de títulos de crédito falsos. No dia 18 de novembro, a PF lançou a operação com objetivo de combater a suposta emissão de R$ 12 bilhões em títulos de crédito falsos pelas instituições envolvidas.

No mesmo dia, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Em março de 2025, o BRB havia anunciado intenção de comprar o Master por R$ 2 bilhões, operação que foi rejeitada pelo Banco Central.

Um dos alvos, Vorcaro, chegou a ser preso ao tentar embarcar para Dubai e foi solto dez dias depois. Em outra frente, a Polícia Federal realizou, na quarta-feira, dia 14, a segunda fase da operação, que mirou o pai, a irmã e o cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel.

Alterações recentes em prazos e próxima etapa

Além da prorrogação de 60 dias, Toffoli chegou a reduzir, mais cedo, o prazo para que a PF colha depoimentos dos investigados, de cinco para dois dias, e alterou ao menos três vezes, em cerca de 24 horas, decisões sobre o destino e o acesso às provas apreendidas na segunda fase da Operação Compliance Zero.

Com a nova extensão do prazo, a Polícia Federal terá mais tempo para ouvir investigados, analisar documentos e concluir relatórios periciais, enquanto o caso segue sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.

Impactos esperados

A prorrogação deve influenciar o calendário de diligências e eventuais medidas cautelares, e manterá em foco o Banco Master e as instituições e pessoas investigadas. Fontes oficiais apontam que as próximas semanas serão dedicadas a depoimentos complementares e à análise aprofundada das provas.

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