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Transporte ferroviário em Santa Catarina recua 9,8% em 2025, movimentação cai para 6,1 milhões de toneladas e expõe malha subutilizada

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No transporte ferroviário em Santa Catarina, dados da SPAF e ANTT mostram carvão e soja concentram 76% das cargas, só 26,4% da malha está em operação

As ferrovias do estado movimentaram, em 2025, um total de 6,1 milhões de toneladas, uma queda em relação aos 6,8 milhões de 2024.

O recuo de 9,8% acende sinal de alerta sobre a subutilização da infraestrutura ferroviária regional.

O fenômeno coloca em discussão investimentos, concessões e projetos estaduais que tentam ampliar a operação da malha.

conforme informação compilada pela Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF) com base em registros da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Queda, concentração de cargas e operadores

O desempenho de 2025 trouxe dois elementos centrais, volumes menores e forte concentração em poucos produtos, o que limita a resiliência do sistema.

Pela Ferrovia Tereza Cristina, a movimentação foi de 3,08 milhões de toneladas, entre carvão mineral para a termelétrica Jorge Lacerda e contêineres para o Porto de Imbituba.

Pela Rumo Logística, foram também 3,08 milhões de toneladas, com destaque para granéis sólidos agrícolas, como soja e milho, destinados ao Porto de São Francisco do Sul.

Principais produtos transportados

Dois produtos representam mais de três quartos da carga ferroviária, o que intensifica a dependência do modal em cadeias específicas.

Os volumes por produto registrados foram:

  • Carvão mineral: 2,5 milhões
  • Soja: 2,1 milhões
  • Milho: 853 mil
  • Contêineres: 566,6 mil
  • Outros, como aço, combustíveis e adubos: 153 mil

Malha subutilizada e iniciativas para ampliar operação

Santa Catarina tem 1.373 quilômetros de malha instalada, porém apenas 373 km, ou 26,4%, estão efetivamente em operação.

Na comparação nacional, a malha operacional catarinense representa 1,69% do total brasileiro, que soma 21,5 mil km.

O secretário da SPAF, Beto Martins, avaliou a situação com clareza, “Nós percebemos ano a ano que o potencial das ferrovias vem sendo subutilizado. O setor produtivo aguarda por uma solução para que este modal seja uma alternativa ao desenvolvimento”.

Para reverter o cenário, o estado lidera articulações junto a outros integrantes do Codesul, e desenvolve obras estratégicas, com dois projetos em andamento, um de 319 quilômetros, entre Chapecó e Correia Pinto, e outro de 62 quilômetros, entre Navegantes e Araquari, previstos para conclusão em 2026.

Regulação e próximos passos

No último ano foi aprovada a lei que criou o Sistema Ferroviário do Estado de Santa Catarina, SFE-SC, que prevê novas formas de exploração, por meio de concessões públicas e autorizações privadas, com participação do estado como poder concedente.

Especialistas e setor produtivo apontam que ampliar a operação da malha, e diversificar a pauta de cargas, são passos essenciais para que o transporte ferroviário em Santa Catarina deixe de ser um recurso parcialmente desperdiçado e passe a ser um vetor de desenvolvimento logístico e econômico.

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