Lista ampliada apresentada ao presidente descreve ações que vão de ataques a programas nucleares e mísseis a operações direcionadas para desestabilizar o alto escalão iraniano
Os Estados Unidos estão avaliando um conjunto maior de **opções militares contra o Irã**, com medidas que vão de ataques a instalações estratégicas até incursões dentro do país.
Entre as possibilidades, estão ofensivas contra centros nucleares e de mísseis, e ações contra alvos simbólicos ligados à repressão interna, segundo apuração recente.
O levantamento também inclui cenários pensados para enfraquecer a autoridade do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, criando pressão sobre o alto comando do regime, conforme informação divulgada pelo The New York Times.
Quais são as opções avaliadas
De acordo com a reportagem, a lista ampliada de **opções militares contra o Irã** contempla, entre outras ações, ataques a instalações nucleares e de mísseis, e até a possibilidade de incursões de forças americanas dentro do território iraniano.
Há também a consideração de ataques a alvos simbólicos, como sedes de milícias que participaram da repressão aos protestos, e operações direcionadas a líderes militares e figuras do regime, com o intuito de provocar instabilidade no alto escalão.
O texto do The New York Times ainda afirma que Israel teria pressionado os EUA por uma nova operação conjunta, com foco no programa de mísseis balísticos do Irã, que, segundo autoridades de inteligência citadas, foi amplamente reconstruído desde a guerra de 12 dias em junho do ano passado.
Riscos e complexidade operacional
Fontes consultadas pelo jornal dizem que a Casa Branca avalia que qualquer ação contra o Irã seria muito mais complexa do que operações anteriores, por questões de logística, defesa aérea e impacto regional.
Uma fonte da Casa Branca disse ao Times que, em relação a uma operação militar no Irã, “Trump está ciente de que uma operação militar no Irã será muito mais complexa do que a realizada pelos EUA na Venezuela”.
Na mesma linha, o secretário de Estado Marco Rubio disse ao Senado que imaginava que “seria ainda muito mais complexo” gerenciar uma mudança de regime no Irã do que na Venezuela, ressaltando o desafio político e operacional envolvido.
Capacitação e preparação das forças americanas
Autoridades informaram que forças americanas treinam há tempos para missões especializadas, incluindo infiltrações em países com defesas sofisticadas, com objetivo de atingir instalações nucleares ou outros alvos de alto valor.
Esses treinamentos são citados como parte da capacidade que permitiria executar algumas das **opções militares contra o Irã**, caso o presidente decida avançar em algum dos cenários propostos.
Implicações regionais e cenário diplomático
Especialistas ouvidos pelo jornal alertam que ataques ou incursões poderiam provocar escalada na região, afetar rotas comerciais, e desencadear retaliações por parte do Irã ou de aliados na região.
Além do aspecto militar, a avaliação inclui considerações diplomáticas, riscos para civis e possíveis consequências para a estabilidade regional, fatores que ajudam a explicar por que a Casa Branca está avaliando várias combinações de ações antes de tomar qualquer decisão.
As informações aqui relatadas têm como base a apuração publicada pelo The New York Times.