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Trump completa um ano de segundo mandato com diplomacia da força, tarifas punitivas e operações externas que repercutem no Brasil, Europa e China

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Em 12 meses, Trump adotou a diplomacia da força com decretos, tarifas e operações externas, tensionando o mundo e afetando economia e política interna americana

Desde a posse para o segundo mandato, em 20 de janeiro do ano passado, Donald Trump tem marcado a presidência com ações que privilegiam a diplomacia da força e uso intenso de decretos.

Em apenas um ano, a administração assinou centenas de medidas executivas, combinou política imigratória de linha dura com uma agenda tarifária agressiva e buscou ganhos econômicos por vias não convencionais.

No campo internacional, operações militares, mediações e tentativas de aquisições territoriais, como a reativação do interesse pela Groenlândia, reforçam a leitura de um governo que impõe sua força como instrumento diplomático.

conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

Tarifas, impacto econômico e alvos, incluindo o Brasil

A política tarifária virou a pedra angular da visão econômica do governo, usada como ferramenta coercitiva para atrair investimentos e proteger setores estratégicos, sobretudo na corrida com a China.

Um dos países mais afetados pela medida foi o Brasil, que sofreu com a imposição de 50% de cobranças sobre suas importações, porcentagem que diminuiu após conversas entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo especialistas citados, o mecanismo tarifário tem efeitos mistos, promovendo ganhos em mercados e contas públicas, mas elevando custos de produção que tendem a ser repassados ao consumidor.

Economia doméstica, números oficiais e avaliações de especialistas

A inflação registrada até dezembro de 2025 foi de 2,7%. Já a inflação de alimentos e saúde é um pouco mais alta, na casa de 3,1% a 3,2%. Isso está abaixo da média histórica do CPI, que é de 3,29%, mas ainda acima do ideal, que gira em torno de 2%.

O desemprego segue em linha, na melhor média histórica, em 4,4%, porém a criação de vagas desacelerou, com apenas 50 mil novos postos em dezembro, sinalizando fragilidade na geração de empregos.

Para Adriana Melo, especialista em finanças e tributação, “Há muito discurso sobre tarifas, exceções, decretos, ameaças e negociações diversas, tudo isso usado como tática de barganha“. Ela acrescenta que há “um custo silencioso, que cobra um pedágio ao longo do processo. O mundo começa a tratar os EUA como um risco político recorrente, e não mais como o porto seguro de regras que costumava ser“.

Ações externas, operações e escalationamentos

No campo externo, a agenda de segurança de Trump misturou ofensiva e mediação. Em junho do ano passado, forças americanas atacaram o Irã, enquanto a Casa Branca também atuou como mediadora no conflito entre Israel e Hamas.

Um episódio recente e emblemático da postura agressiva foi a captura do ditador Nicolás Maduro dentro da Venezuela no último dia 3, operação qualificada pelo governo americano como uma “medida judiciária”, já que Maduro era alvo da Justiça dos EUA.

Além disso, Trump renovou seu interesse pela Groenlândia e anunciou novas tarifas a todos os países que se opuserem à aquisição do território dinamarquês, provocando reação de países europeus.

Risco político interno e as eleições de meio de mandato

O cenário político doméstico mostra risco elevado para os republicanos nas midterms. O economista Igor Lucena destaca que “o que se espera nesse meio de mandato é uma possibilidade real de que eles percam o controle da Câmara e do Senado”.

Lucena aponta que o custo de vida, que foi determinante para a vitória de Trump, aumentou demais, e que a política de tarifas, embora busque reduzir custos em alguns setores, tem efeito direto no aumento do custo de produção, repassado ao consumidor.

Adriana Melo lembra que, historicamente, o partido do presidente tende a perder cadeiras nas midterms, e que Trump tem preferido agir por decretos para contornar um Congresso potencialmente mais hostil, adotando, nas palavras atribuídas a sua estratégia, uma postura de “mais política, menos políticas”.

O balanço do primeiro ano do segundo mandato revela uma estratégia clara de consolidar poder e projetar força, porém com custos econômicos e riscos políticos que podem moldar os próximos meses nos EUA e nas relações internacionais.

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