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Venezuela de Maduro planeja repatriação de cidadãos após fechamento de espaço aéreo pelos EUA e cancelamento de voos

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Maduro anuncia plano para venezuelanos retidos no exterior após fechamento do espaço aéreo

O governo da Venezuela, liderado por Nicolás Maduro, anunciou um plano especial para o retorno de cidadãos venezuelanos que se encontram retidos em outros países. A medida surge após a suspensão de diversos voos com destino ou origem na Venezuela, provocada por um alerta da autoridade aérea dos Estados Unidos.

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, comunicou a iniciativa através de uma mensagem no Telegram, destacando que o plano visa tanto facilitar a volta dos que estão no exterior quanto auxiliar na saída daqueles que precisam viajar para fora do território. Detalhes sobre a operação, no entanto, não foram divulgados.

Segundo Rodríguez, a Venezuela ativou mecanismos multilaterais para buscar a cessação imediata do que chamou de “ação ilegítima e ilícita” por parte dos Estados Unidos. Ela também associou a decisão americana a um pedido da líder oposicionista María Corina Machado, referindo-se à ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2025.

Alerta de Trump e cancelamento de voos

A situação se agravou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitir um aviso aos pilotos e companhias aéreas para que considerassem o espaço aéreo venezuelano como “totalmente fechado”. A mensagem, publicada na plataforma Truth Social, não especificou as razões para tal advertência, gerando incertezas e preocupação no setor aéreo.

Em resposta, o governo de Maduro denunciou a comunicação de Trump como uma “ameaça explícita de uso da força”, proibida pela Carta das Nações Unidas, e a classificou como uma “tentativa de intimidação”. A declaração de Trump ocorreu um dia após a notícia de uma suposta conversa telefônica entre ele e Maduro para explorar um possível encontro, contato que não foi confirmado nem desmentido oficialmente.

Repercussão e revogação de licenças

Em novembro, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA já havia recomendado “extrema cautela” ao sobrevoar a Venezuela e o sul do Caribe, citando uma “situação potencialmente perigosa”. Essa recomendação levou várias companhias aéreas internacionais, como Iberia, Plus Ultra, Air Europa, Avianca e Turkish Airlines, a suspenderem seus voos para o país.

Diante da persistência da suspensão, o governo chavista estabeleceu um prazo de 48 horas para a retomada das operações aéreas. Com o não cumprimento, as licenças de tráfego das companhias Iberia, Turkish Airlines, Gol, Avianca, Tap e Latam Colombia foram revogadas. Atualmente, companhias como Copa, Wingo, Boliviana de Aviación, Satena, Avior e a estatal Conviasa mantêm suas operações no país.

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