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Zelensky exige retirada russa, propõe referendo no Donbas, zona desmilitarizada e forças internacionais para viabilizar acordo de paz

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Proposta prevê recuo ucraniano em Donetsk, referendo nas áreas ocupadas, monitoramento por forças internacionais e ideia de ‘zona econômica livre’ sugerida pelos EUA

Zelensky exige retirada russa como condição para avançar nas negociações de paz, ao colocar o futuro do Donbas no centro do acordo.

O presidente ucraniano afirmou que pode ordenar o recuo das tropas ucranianas de Donetsk, desde que Moscou aceite retirar suas forças e transformar a região em uma zona totalmente desmilitarizada, com supervisão de forças internacionais.

Os Estados Unidos teriam sugerido a criação de uma ‘zona econômica livre’ na região, opção condicionada à desmilitarização e a definições claras sobre governança e desenvolvimento, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

O que está na proposta de paz

A proposta discutida entre Ucrânia e Estados Unidos coloca decisões difíceis sobre linhas de recuo, pontos de monitoramento e garantias, e inclui a possibilidade de referendo popular nas áreas ocupadas para validar acordos sobre o território.

Segundo o plano, além de Donetsk, está prevista a retirada de forças russas de trechos das regiões de Dnipropetrovsk, Mykolaiv, Sumy e Kharkiv, com pontos específicos na linha de contato ocupados por forças internacionais para fiscalizar o cumprimento do acordo.

Referendo, Zaporizhzhia e condições ucranianas

Zelensky deixou claro que qualquer acordo envolvendo territórios hoje ocupados precisará passar por um referendo popular, e disse que o mesmo arranjo poderia ser aplicado ao entorno da usina nuclear de Zaporizhzhia, atualmente sob controle russo.

A proposta também prevê que a eventual ‘zona econômica livre’ seja válida apenas se houver garantia de desmilitarização, e que detalhes sobre governança e desenvolvimento serão negociados posteriormente entre as partes e parceiros internacionais.

Reação de Moscou e posicionamento do Kremlin

A Rússia ainda não sinalizou concordância com qualquer retirada territorial. Sobre a proposta, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que ‘Moscou tomará sua decisão com base nos relatórios apresentados pelo enviado presidencial Kirill Dmitriev, que se reuniu com representantes dos Estados Unidos na Flórida no último fim de semana.’

O cenário, portanto, depende não só da aceitação ucraniana e dos pedidos de Zelensky, mas também do posicionamento oficial de Moscou e da mediação de atores como os Estados Unidos e possíveis forças internacionais de garantia.

Riscos, garantias e próximos passos

Para que a proposta avance, será necessário definir com precisão as linhas de recuo, os locais de presença internacional e mecanismos de verificação para evitar novos confrontos, além de regras claras para a realização de referendos.

A discussão agora passa por pressão diplomática e técnica, e por decisões que exigirão concessões grandes de ambas as partes, enquanto a comunidade internacional pode ter papel central como garantidora da paz, desde que aceite e implemente a supervisão proposta.

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