Trump prolonga suspensão de asilo nos EUA, citando segurança e restrições a 19 países
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a suspensão das decisões sobre concessão de asilo em seu país deverá perdurar por um período considerável, sem um limite de tempo definido. A medida, que impacta cidadãos de 19 nações com restrições de viagem para os EUA, foi intensificada após um ataque fatal ocorrido em Washington.
O incidente em questão envolveu um cidadão afegão que atacou guardas nacionais perto da Casa Branca, resultando na morte de um deles e ferimentos graves em outro. O autor dos disparos foi identificado como Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, que já enfrentava acusações de homicídio.
Segundo informações divulgadas, Lakanwal havia obtido asilo em abril de 2025, durante a própria administração Trump. No entanto, autoridades do FBI, CIA e Departamento de Segurança Interna atribuíram falhas na supervisão da entrada do indivíduo a políticas de asilo consideradas frouxas pelo governo anterior de Joe Biden. A declaração de Trump sugere uma visão crítica sobre o processo de imigração e a concessão de refúgio. Conforme informação divulgada pelo g1, o governo Trump congelou as decisões de asilo após o ataque em Washington em 26 de novembro.
Ataque e justificativas para a suspensão do asilo
O ataque que desencadeou a nova postura do governo ocorreu em 26 de novembro, quando Sarah Beckstrom, de 20 anos, foi morta e Andrew Wolfe, de 24, ficou gravemente ferido. O suspeito, Rahmanullah Lakanwal, era ex-membro de unidades antiterroristas afegãs apoiadas pela CIA e chegou aos Estados Unidos como parte do programa de reassentamento após a retirada das forças americanas do Afeganistão em 2021.
Em resposta ao ataque, Trump declarou publicamente sua intenção de “pausar permanentemente a migração de todos os países do terceiro mundo para permitir que o sistema americano se recupere completamente”. A declaração reforça a visão do presidente sobre a necessidade de controle rigoroso nas fronteiras e nos processos de imigração.
Lista de países afetados e preocupações com a segurança
O Departamento de Segurança Interna dos EUA indicou à AFP que a suspensão das decisões de asilo está diretamente ligada a uma lista de 19 países que já possuem restrições de viagem para os Estados Unidos desde junho. Entre as nações mencionadas estão Afeganistão, Cuba, Haiti, Irã e Mianmar. Essa vinculação sugere uma abordagem ampla para reavaliar a entrada de indivíduos de nações consideradas de maior risco.
Trump expressou a opinião de que “não queremos essas pessoas” em seu país, argumentando que “muitos não foram bons e não deveriam estar em nosso país”. Essa afirmação reflete uma forte preocupação com a segurança nacional e a integridade do sistema de imigração americano, buscando evitar a entrada de indivíduos que possam representar ameaças.
Impacto da medida e visão presidencial sobre imigração
A decisão de prolongar a suspensão das concessões de asilo sinaliza uma mudança significativa na política de imigração dos Estados Unidos sob a administração Trump. O presidente enfatizou a ausência de um cronograma para o fim da medida, indicando que a prioridade é a segurança e a recuperação do sistema de imigração.
A vinculação da suspensão a uma lista de países com restrições de viagem também aponta para uma estratégia direcionada, focando em nacionalidades específicas que o governo considera apresentarem maiores desafios de segurança. A fala de Trump sobre não querer indivíduos de certos países reforça a retórica de controle e filtragem rigorosa na entrada de estrangeiros.
A postura do governo em relação ao asilo e à imigração, especialmente após o ataque em Washington, demonstra um foco claro em **segurança nacional** e na revisão dos processos que permitem a entrada de estrangeiros nos Estados Unidos. A falta de um prazo definido para a suspensão indica que a medida pode se estender por um período prolongado, afetando milhares de solicitantes de asilo.